Resumo: Os Estados Unidos buscam transformar o êxito da Copa do Mundo de 2026 em ativo estratégico para a FIFA, mirando sediar novamente o Mundial de Clubes em 2029. O objetivo acontece em meio a movimentos do Brasil e do Catar, que também avaliam candidaturas, num cenário de expansão e maior retorno comercial.
Segundo o jornal The Guardian, a FIFA já manteve conversas com autoridades dos EUA sobre a possibilidade, embora ainda não tenha abrido oficialmente o processo de candidatura. A leitura do momento fica favorável pelo desempenho financeiro da edição de 2026, que bateu recordes de venda de ingressos — 6,5 milhões — e rumava para superar a meta de receita de US$ 11 bilhões.
Os Estados Unidos destacam a infraestrutura já testada, estádios de grande capacidade, forte presença de patrocinadores e potencial de expansão do futebol, fatores que fortalecem a atratividade de um novo ciclo para o Mundial de Clubes.
Sobre outros interessados, o Brasil já comunicou à FIFA o desejo de sediar a edição de 2029, buscando manter a tradição do país no futebol; o Catar também acompanha a possibilidade, considerando desafios de calendário e clima em uma eventual candidatura.
Havia expectativa de que 2029 pudesse ficar com países envolvidos na organização da Copa do Mundo de 2030, especialmente Espanha e Marrocos. A movimentação dos EUA volta a colocar o país no centro da disputa, com o ambiente político influenciando as escolhas da FIFA em segundo plano.
Durante a Copa de 2026, um episódio envolvendo Folarin Balogun evidenciou o canal direto entre FIFA e a Casa Branca: Trump afirmou ter pedido à Infantino uma revisão da expulsão do atacante dos EUA, o que levou à suspensão da punição para a disputa contra a Bélgica. O episódio atraiu críticas, mas mostrou o peso do âmbito político nas decisões da entidade.
A FIFA ainda não divulgou cronograma nem critérios oficiais para o Mundial de Clubes de 2029. A decisão é esperada para o próximo ano, possivelmente após a eleição da própria FIFA, prevista para abril. Enquanto isso, há a possibilidade de ampliar o Mundial de Clubes de 32 para 48 equipes, elevando o número de jogos e o peso comercial da sede escolhida.
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