Mais de 20 famílias cristãs em Jhulan, Paquistão, foram forçadas a deixar suas casas após anúncios de uma mesquita acusando o pastor Sajeel Robin de blasfêmia. A tensão, que já vinha desde 3 de julho, levou autoridades a intervir para evitar violência, permitindo, posteriormente, o retorno dos moradores. Robin nasceu na vila e hoje vive nos Estados Unidos.
Segundo o Morning Star News, as tensões aumentaram em Jhulan no dia 3 de julho, após a mesquita local anunciar, pelos alto-falantes, conteúdo considerado blasfemo. Aproximadamente 40 famílias cristãs vivem na vila, e muitos fugiram apenas com o que podiam carregar. A polícia chegou ao local para orientar a evacuação preventiva.
A polícia, o chefe da vila e moradores muçulmanos intervieram para manter a calma. Eles pediram aos líderes islâmicos que não atacassem cristãos inocentes e garantiram que ações legais seriam tomadas, se justificadas. Robin Masih e seu tio materno, Shamaun Masih, foram colocados sob custódia protetiva, enquanto o irmão, Nabeel Robin, se ocultava para evitar detenção. Após um pedido de desculpas dos responsáveis, houve uma declaração conjunta de perdão por parte dos líderes muçulmanos.
Com o acordo, os moradores cristãos retornaram às casas. Até o momento, nenhum boletim de ocorrência foi registrado contra a família Masih, embora não se descarte a possibilidade de ações judiciais futuras. A violência foi contida graças à intervenção das autoridades locais e de membros da comunidade muçulmana.
Entre os antecedentes, em agosto de 2023, multidões atacaram bairros cristãos em Jaranwala, depois que dois cristãos foram falsamente acusados de blasfêmia, resultando na vandalização ou incêndio de cerca de 20 igrejas e mais de 80 casas. O Paquistão, onde a população é em torno de 96% muçulmana, ficou em 8º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.
Como isso mostra, a fé e a convivência entre comunidades ainda enfrentam grandes desafios na região. Queremos ouvir sua opinião: você acredita que medidas preventivas podem evitar conflitos como esse? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe suas ideias sobre como promover respeito e proteção a minorias religiosas.
