A Polícia Civil de Eunápolis deflagrou a Operação Ponto Final e cumpriu mandados de prisão temporária e busca e apreensão contra dois investigados da morte do gerente de posto Breno Moura da Silva, 24 anos. Um suspeito foi preso; o outro continua foragido. A linha de investigação aponta disputas ligadas a empréstimos de dinheiro a juros e outras atividades ilícitas, com movimentação estimada em cerca de R$ 80 mil.

Conforme apuração, Breno e os dois investigados teriam mantido vínculos com empréstimos de dinheiro a juros e outras atividades patrimoniais ilícitas. A hipótese é de que o homicídio tenha sido motivado por disputas envolvendo essas negociações. A polícia já identificou cerca de R$ 80 mil movimentados pelo grupo, mas os investigadores avaliam que o montante pode ser ainda maior.
Durante as diligências, os policiais cumpriram mandado de busca em uma empresa de transporte às margens da BR-101, onde um dos investigados atuava. Em casa do suspeito foragido, no bairro Juca Rosa, foi apreendido um veículo que, embora pertença a outra pessoa, era utilizado por ele e será analisado no decorrer da investigação.
O segundo investigado compareceu à 1ª Delegacia Territorial, onde o mandado de prisão temporária foi cumprido. Após tomar ciência de seus direitos, ele optou por permanecer em silêncio. O delegado Manoel Vieira informou que o investigado que continua foragido estaria adotando medidas para dificultar a investigação.
CORPO FOI ENCONTRADO CINCO DIAS APÓS O DESAPARECIMENTO. Breno Moura desapareceu na noite de 6 de maio e, cinco dias depois, o corpo foi encontrado debaixo de uma ponte, em um córrego às margens da BR-101, no limite entre Eunápolis e Itabela, com marcas de tortura e vários disparos de arma de fogo. A apuração até o momento não contou com contato da defesa dos investigados.
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