Morte de recém-nascida em Seabra desencadeia denúncias de violência obstétrica e possível negligência na Maternidade Frei Justo Venture

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A morte de uma recém-nascida na Maternidade Frei Justo Venture, em Seabra, na Chapada Diamantina, desencadeou um debate público após relatos de familiares de supostas falhas no atendimento obstétrico na unidade. O caso, divulgado na última semana, ganhou repercussão em redes sociais e gerou protestos locais, com moradores cobrando apuração e responsabilidades. Palavras-chave: recém-nascida, Seabra, Maternidade Frei Justo Venture, atendimento obstétrico, investigação técnica.

Segundo a avó da bebê, a gestante ingressou na maternidade no domingo (5), já em trabalho de parto, recebendo medicação para aliviar o desconforto. Na segunda-feira (6), exames teriam apontado alterações nos batimentos do bebê em dois momentos, e a equipe informou que aguardaria a normalização antes de induzir o parto, que teria começado por volta da meia-noite.

Entre a madrugada e a tarde de terça-feira (7), a gestante foi encaminhada à sala de parto. Embora os profissionais tenham informado batimentos normais durante o procedimento, a recém-nascida nasceu sem respirar, sem chorar e com a pele arroxeada. Um médico foi chamado para realizar manobras de reanimação, mas a criança não resistiu.

A família também cita atendimento em outra ocasião, incluindo uma consulta em 1º de julho, após perda de líquido amniótico, e alta sem ultrassom. Essas alegações ainda não foram confirmadas por investigações oficiais. Com a divulgação do caso, relatos de situações semelhantes foram compartilhados por outras mulheres, gerando debates e manifestações em frente à unidade.

A Maternidade Frei Justo Venture divulgou nota na sexta-feira (10) manifestando pesar pelo óbito e assegurando que a paciente permaneceu sob acompanhamento contínuo de uma equipe multiprofissional. A direção afirmou que as condutas seguiram os protocolos, que as manobras de reanimação foram iniciadas imediatamente e que o caso passa por revisão técnica, incluindo análise do prontuário e dos registros. Até o momento, a avaliação preliminar não identificou elementos que configurem violência obstétrica, e a instituição permanece à disposição das autoridades para esclarecimentos. Em dados internos, a unidade realizou 2.937 atendimentos no primeiro semestre de 2026, atendendo pessoas de mais de 30 municípios da região.

A instituição reforça seu compromisso com transparência, acolhimento às famílias, segurança da assistência e melhoria contínua dos processos, enquanto a apuração técnica avança. Diante de novos relatos e desdobramentos, leitores, compartilhem nos comentários suas experiências, perguntas ou opiniões sobre o tema para enriquecermos o debate e compreendermos melhor o que está ocorrendo na região.

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