‘Ter doença mental não faz o cristão ser de menor categoria’, diz Ana Paula Valadão

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Resumo: Ana Paula Valadão afirma que a Igreja ainda não sabe lidar com doenças e transtornos psicológicos, destacando o tabu que envolve cristãos com saúde mental. Em participação no Mais Forte Podcast com Karina Bacchi, a líder de louvor relembra sua luta contra a depressão e defende que o tratamento médico, a terapia e os cuidados com o corpo são parte essencial da fé.

A cantora ressalta que, em muitas comunidades, quem enfrenta sofrimento mental é visto com rejeição e julgamento. Ela observa que, enquanto doenças físicas costumam receber tratamento, a saúde mental é tratada com desinformação ou criticismo. “O tabu é real”, afirma, enfatizando que o corpo e a mente merecem o mesmo cuidado que a fé prática.

Valadão aponta que as Escrituras apresentam nuances sobre a origem das enfermidades. Em alguns relatos, Jesus cura e perdoa pecados, mostrando que nem sempre a doença está diretamente ligada a falhas morais. Em outros momentos, ele explica que nem sempre a dor tem uma explicação simples; há mistérios que só Deus conhece, e a fé não substitui o cuidado médico.

A artista, que já passou por depressão, admite uma história familiar de predisposição genética. Ela lembra que essa realidade não deve gerar resignação, mas compreensão. “Não podemos reduzir tudo a pecado ou demonização; há fatores biológicos e espirituais convivendo juntos”, ressalta, defendendo uma visão mais respeitosa e complexa da saúde mental.

Para cuidar da saúde mental, Ana Paula falou sobre tratamento psiquiátrico, terapia e o apoio do marido, que a incentivou a buscar ajuda. Além disso, prática regular de atividades físicas, alimentação balanceada e convívio social são apontados como pilares importantes. Ela reforça a importância de falar sobre saúde mental nas igrejas, para que o cuidado seja integral, sem deixar o corpo de lado.

Assista ao trecho relevante no vídeo incorporado:

E você, quais são suas experiências sobre o papel da igreja na saúde mental? compartilhe nos comentários e conte como fé, cuidado psicológico e apoio social devem andar juntos no dia a dia.

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