Jornalista denuncia motorista de app por racismo: “Preto e favelado”

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Resumo: o jornalista e narrador esportivo Eduardo Hudson Oliveira afirmou ter sido expulso de um carro de aplicativo após o motorista proferir ameaça de tiro e ofensa racista. O episódio ocorreu em Samambaia, no Distrito Federal, e já resultou em registro policial de ameaça e injúria racial. A plataforma 99 Pop bloqueou o motorista, e a Polícia Civil do DF investiga o caso, sem que o nome do condutor tenha sido divulgado.

Segundo Eduardo, a viagem começou na madrugada de sábado, quando ele voltava de um compromisso de trabalho de Samambaia para o Céu Azul, em Valparaíso (GO). O motorista informou que iria ao banheiro no Hospital Regional de Samambaia e, ao retornar, ordenou que o jornalista deixasse o veículo. O condutor reforçou a declaração racista: “Para a minha segurança, preto e favelado não entra no meu carro”.

Entre o intervalo do atendimento, Eduardo pediu que a corrida fosse encerrada na sua residência, no Céu Azul. Ao insistir, o motorista repetiu o comentário racista. Um frentista de um posto próximo ofereceu apoio, e o jornalista acionou a Polícia Militar do DF. A ocorrência foi registrada na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) como ameaça e injúria racial.

Ao relatar o caso à plataforma 99 Pop, Eduardo recebeu apenas R$5 de reembolso pela corrida cancelada e uma mensagem de desculpas pela interrupção. A empresa informou que mantém uma política de tolerância zero para comportamentos ofensivos e discriminatórios e que o motorista foi bloqueado da plataforma; uma equipe especializada prestou acolhimento e orientação, e a empresa coleta informações para colaborar com autoridades, se necessário.

A 99 Pop confirmou a suspensão do motorista e destacou que colabora com as autoridades para apurar o ocorrido. O caso foi encaminhado à Polícia Civil do Distrito Federal, que apura as circunstâncias do episódio. O motorista não teve a identidade divulgada até o momento.

Eduardo Hudson Oliveira ressalta que o racismo é crime inafiançável e imprescritível. Ele afirma que não se trata de um mal-entendido, mas de uma violação estrutural que precisa ser combatida com o máximo rigor da lei, e espera que as investigações avancem com transparência.

E você — já presenciou ou vivenciou situações de preconceito em transportes por aplicativo? Conte nos comentários o que você pensa sobre o tema e como a sociedade pode agir para prevenir esse tipo de atitude no dia a dia.

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