A Venezuela vive a segunda semana desde os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país, em 24 de junho, e os números oficiais apontam um saldo devastador: 4.490 mortos, 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, com 1.222 réplicas registradas. Mais de 30 mil agentes seguem mobilizados em resgate, assistência humanitária e reconstrução.



As áreas mais atingidas foram Caracas e La Guaira, onde prédios desabaram e serviços essenciais foram interrompidos, deixando milhares de moradores desabrigados. O balanço oficial aponta 190 edifícios desabados e 856 com danos estruturais.
Logo após os tremores, o Serviço Geológico dos EUA (USGS) alertou para o potencial devastador do desastre. Em avaliação preliminar, a agência estimou que o número de mortos poderia ficar entre 10 mil e 100 mil, dependendo da densidade populacional e da vulnerabilidade das construções.
As operações de resgate ocorreram com vigor nos dias iniciais, mas os avistamentos de sobreviventes diminuíram com o tempo. O último avanço significativo ocorreu em 2 de julho, quando Hernán Alberto Gil Flores foi resgatado com vida dos escombros em La Guaira, após oito dias soterrado.
Mais de duas semanas após o desastre, o governo, sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, não divulgou um balanço oficial de desaparecidos. Enquanto isso, equipes de resgate, a ONU e veículos de imprensa continuam atualizando registros de pessoas desaparecidas por meio de uma plataforma única de dados.
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