Justiça Federal condena cacique Suruí Pataxó a 7 anos e 6 meses por armas ilegais e corrupção de adolescentes

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A Justiça Federal condenou Welington Ribeiro de Oliveira, conhecido como Suruí Pataxó, a 7 anos e 6 meses de prisão em regime semiaberto, por posse ilegal de armas de fogo — inclusive de uso restrito com numeração raspada — e por corrupção de menores, crimes ligados à Operação Patax na Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, em Porto Seguro.

A sentença, proferida pela Vara Única da Subseção Judiciária de Eunápolis na última sexta-feira, tem origem na Força Nacional, em 2 de julho de 2025, durante a Operação Patax. Segundo a decisão, o cacique transportava armas, centenas de munições e dois adolescentes, usados no transporte, guarda e treinamento com armamento.

Entre os itens apreendidos estão duas pistolas com numeração suprimida, sete carregadores e mais de 400 munições de diversos calibres, incluindo munição de uso restrito, todos mantidos sem autorização legal.

A análise de um celular apreendido revelou conversas sobre o transporte de armas e vídeos que mostram um dos adolescentes recebendo instruções do réu enquanto efetuava disparos. Para o magistrado, as provas indicam o aliciamento de menores para atividades criminosas, configurando corrupção de menores. A identidade dos adolescentes não foi divulgada.

Durante o julgamento, a defesa alegou que as armas teriam sido entregues por integrantes da comunidade indígena e que o objetivo era repassá?-las às autoridades; a tese foi rejeitada, não havendo comprovação de autorização para posse ou porte. Além da prisão, a pena inclui multa, com agravamento pela quantidade de armas, pela presença de munição de uso restrito e pelo envolvimento de adolescentes.

Welington Ribeiro de Oliveira já havia voltado a ser preso pela Polícia Federal em 17 de março deste ano, durante as operações Sombras da Mata II e Tekó Porã II, em Porto Seguro e Prado. Dias antes, ele havia sido solto após a revogação da prisão preventiva por decisão judicial que apontou falta de provas de ligação com organização criminosa. Fonte: Radarnews.

E você, qual a sua leitura sobre o caso e seus impactos na segurança de comunidades indígenas e no controle de armas? Compartilhe sua opinião nos comentários e traga seu ponto de vista para a discussão.

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