Resumo: Tetão, Marcio dos Santos Ferreira, foi morto pela Rota na sexta-feira (10/7). O caso está ligado a uma antiga fuga de presos em Osasco e ao atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota, assunto que já provocou diversas ações policiais, prisões e até sete mortes na investigação. A Secretaria de Segurança Pública oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à identificação de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como principal suspeito de atirar contra o tenente. O estado de saúde de Pimentel permanece grave, internado na UTI.






Conforme o Metrópoles, Ferreira integrava o grupo de aproximadamente 30 presos que fugiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Osasco na madrugada de 11 de setembro de 2007. O túnel cavado partia de uma das celas e dava acesso ao Rodoanel, abrindo caminho para a fuga de longo alcance. A polícia aponta que Tetão tinha uma extensa ficha criminal.
A morte de Tetão elevou para sete o total de óbitos registrados pela PM durante as investigações do ataque ao tenente Pimentel. O policial foi baleado na cabeça enquanto aguardava em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC paulista, na manhã de 27 de junho. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a aproximação dos suspeitos em outra motocicleta antes do disparo.
Os investigadores mencionam que o ataque foi premeditado e que outras câmeras registraram os suspeitos monitorando a movimentação do tenente momentos antes do crime. O irmão de Eloá Pimentel—uma jovem assassinada em 2008 após cárcere privado—está entre os nomes citados pela polícia nas apurações.
Em meio ao desenrolar do caso, a SSP divulgou uma recompensa de R$ 50 mil pela identificação de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como principal suspeito de ter atirado contra o tenente. A polícia acredita que Golias ainda esteja em território brasileiro.
No front médico, o tenente Ronickson Pimentel dos Santos permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mario Covas, em Santo André, em estado grave, porém estável. Na última semana, ele passou por traqueostomia e segue em ventilação mecânica. A equipe médica informou que o quadro de vasoespasmo cerebral é acompanhado com ajustes de medicação para diminuir a pressão intracraniana.
O caso continua em análise pelo DHPP, com apoio da Polícia Militar, enquanto novas imagens e depoimentos são revisados para esclarecer as motivações e possíveis ligações entre os suspeitos. O leitor é convidado a acompanhar as atualizações e compartilhar opiniões nos comentários sobre o desfecho dessa investigação.
