O The New York Times surpreendeu ao publicar, nesta segunda-feira, o obituário tardio de Manoel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, na seção Overlooked No More. A homenagem chega com atraso de 43 anos e relembra a trajetória do ídolo do Botafogo e da Seleção Brasileira, cuja morte ocorreu em 20 de janeiro de 1983. O texto destaca que Garrincha, campeão mundial e mestre do drible, só recebeu esse reconhecimento no desfecho de sua vida, e não no momento da partida.
A série Overlooked No More tem o objetivo de resgatar obituários de pessoas que tiveram papel central no cenário global, mas não foram homenageadas na hora certa. Entre os exemplos citados pela publicação, aparece Garrincha ao lado de outras figuras históricas, como Katharine McCormick, financiadora de pesquisas para a primeira pílula anticoncepcional, e Polina Gelman, aviadora soviética, relembradas pela reportagem.
Não mais esquecido: Garrincha, o brilhante e ferido herói brasileiro da Copa do Mundo é o título do texto que traça a carreira do brasileiro até a trágica morte aos 49 anos. O jogador é apresentado como campeão das Copas de 1958 e 1962 e é lembrado como um dos maiores dribladores da história do futebol.
Segundo a matéria, Garrincha disputou 60 jogos pela Seleção Brasileira, com 52 vitórias, 7 empates e apenas 1 derrota. Embora tenha ajudado o Brasil a erguer dois títulos ao lado de Pelé, o artigo enfatiza que seu brilho em campo foi ofuscado por uma vida pessoal marcada por problemas que contribuíram para o falecimento, decorrente das complicações do alcoolismo.
O texto ainda destaca o papel de Garrincha no período áureo do futebol brasileiro, lembrando a máxima: “ele ajudou a levar o Brasil a dois campeonatos ao lado de Pelé, mas seu brilho em campo foi ofuscado por uma vida pessoal trágica.” A homenagem busca equilibrar o reconhecimento esportivo com a compreensão humana de uma trajetória repleta de altos e baixos.
E você, o que acha da revisão de histórias como a de Garrincha? O The New York Times, por meio da série Overlooked No More, pode abrir espaço para novas memórias no jornalismo esportivo. Deixe seu comentário com suas lembranças do craque que revolucionou o drible mundial.
