Caminhoneiros protestam pelo 2° dia seguido na região para reivindicar votação da MP do Frete no Senado

O segundo dia de paralisação de caminhoneiros repercutiu no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, com a mobilização mantendo em discussão a votação da MP do Frete no Senado. Embora haja liberação das vias na maior parte do entorno, a movimentação logística já mostra sinais de pressão devido ao protesto.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, entre 36 navios atracados no momento, seis estão inoperantes e um com atraso na operação. O fluxo de caminhões nas vias do porto caiu, mas não houve bloqueios totais, conforme nota da empresa administradora. A Cesportos/SP elevou o nível de segurança na área portuária ao longo da tarde, após relatos de vandalismo isolado desde o início do movimento.
Na segunda-feira (13/7), cerca de 70 manifestantes estiveram na Rua Augusta Scaraboto, em Santos, para pressionar pela votação da MP do Frete, prevista para esta terça-feira no Senado. A proposta sofreu mudanças, entre elas a retirada do piso salarial de R$ 5 mil para transportadores celetistas, cuja definição ficará para regulamentação posterior.
Não há previsão de encerramento da paralisação, segundo nota do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista (SINDICAM-Santos). A entidade garante que a mobilização é legítima, pacífica e busca soluções para direitos da categoria, esperando avanços nas negociações para chegar a um desfecho justo o quanto antes.
Informamos que permanecemos em paralisação, sem previsão de encerramento, conforme a nota divulgada pelo sindicato. A mobilização, diz o texto, é necessária para defender direitos reivindicados há tempos, com a certeza de que o diálogo é o caminho para uma solução.
E você, qual a sua avaliação sobre a MP do Frete e o impacto desses protestos no funcionamento dos portos e na economia regional? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa.
