Telhada nega relação com médico preso em falsa viatura na Paulista

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São Paulo

Ex-deputado federal Coronel Telhada revelou que médico se passou por oficial da Polícia Militar uma semana antes de ser preso

14/07/2026 14:40

, atualizado 14/07/2026 14:49

Divulgação.
Montagem colorida com as fotos do ex-deputado Paulo Telhada (à esquerda) e o médico neurocirurgião Douglas Ramos (à direita), preso por dirigir carro de luxo com sirene, na Avenida Paulista, região central de São Paulo.

O ex-deputado federal Paulo Adriano Telhada, conhecido como Coronel Telhada, negou qualquer vínculo profissional com o médico Douglas Ramos, preso após dirigir um Mercedes com sirene ligada na Avenida Paulista, em São Paulo. Na abordagem, foram encontrados dois armamentos e um distintivo do Poder Legislativo. O médico alegou ser assessor do parlamentar e do pai dele, o que Telhada afirma não existir entre eles.

Ramos, de 69 anos, foi abordado pela Guarda Civil Metropolitana na noite de 13 de julho. Dentro do carro, os agentes encontraram um revólver calibre 357 e uma pistola 9 mm, além de um distintivo do Legislativo. Em depoimento inicial, o neurocirurgião disse trabalhar como assessor, mas, posteriormente, informou à Polícia Civil que atua como especialista em traumas de guerra e negou qualquer vínculo com o gabinete.


Entenda o caso

  • Médico neurocirurgião, Douglas Ramos, 69 anos, foi preso por dirigir um carro de luxo com giroflex e simular viatura policial.
  • Dentro do carro, agentes encontraram duas armas e um distintivo do Poder Legislativo.
  • A abordagem ocorreu na noite de 13/7, na Avenida Paulista, zona central de São Paulo.
  • Em depoimento inicial, Ramos disse que dirigia em zigue-zague por estar atrasado para uma reunião de trabalho.
  • O médico alegou ser assessor parlamentar do deputado Capitão Telhada e do pai dele, o Coronel Telhada.
  • O carro, um Mercedes, estava com sirenes ligadas. Na cintura, havia um pistola 9 mm; no interior, um revólver 357.
  • Ao GCM, ele disse ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), mas não apresentou documentos das armas.

Segundo Capitão Telhada, o neurocirurgião nunca teve vínculo pessoal ou profissional com ele ou com o filho, que hoje atua na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). “[Ele] nunca trabalhou conosco, não é nosso amigo nem tem qualquer tipo de relação”, afirmou.

No dia seguinte, 9 de julho, Ramos tentou tirar foto com o ex-parlamentar e o filho, segundo Telhada, que relatou ainda outra tentativa na sessão solene do dia seguinte, sem convite. “No 2º encontro, percebemos que tudo era uma farsa”, declarou o ex-parlamentar ao Metrópoles.

O Metrópoles aguarda a defesa do neurocirurgião, com espaço aberto para nova manifestação. O caso foi registrado como localização e apreensão de veículo, porte ilegal de arma de uso restrito e simulação da qualidade de funcionário.

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