Capitão Alden diz que emenda citada pela PF seguiu critérios legais e nega articulação com Valdemar Costa Neto

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: o Capitão Alden, deputado federal pelo PL-BA, publicou uma nota para esclarecer sua participação na investigação da PF sobre um suposto esquema de emendas parlamentares envolvendo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A apuração ganhou repercussão após o STF bloquear cerca de R$ 119 milhões em bens ligados ao dirigente, em apurações sobre a destinação de verbas do Orçamento da União. Alden afirma que não houve irregularidade de sua parte, apenas o exercício regular do mandato.

Na prática, a PF aponta Alden entre parlamentares listados como solicitantes formais de recursos que, segundo investigações, teriam sido apadrinhados por Valdemar. O caso ganhou especial notoriedade depois da decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões de bens do dirigente por indícios de irregularidades na aplicação de verbas públicas. A denúncia envolve apontamentos de que a destinação das emendas teria ocorrido de maneira inadequada, dentro de um movimento repetido de apadrinhamento.

Em sua defesa, Alden sustenta que a emenda citada é de tipo comissão, prevista na legislação orçamentária, com indicações distribuídas entre os partidos com representação no Congresso. Segundo o deputado, as escolhas são feitas pela liderança do PL e formalizadas pelos próprios deputados, seguindo critérios legais, transparência e fiscalização, sem violar os ritos democráticos.

O parlamentar negou ter tratado do tema com Valdemar Costa Neto ou com qualquer pessoa ligada ao presidente do PL. Ele explicou que a indicação ocorreu dentro das normas previstas e faz parte do exercício regular da atividade parlamentar, limitando-se à sugestão do recurso e do ente beneficiário. Não executa recursos públicos, não conduz licitações nem contratações, e não participa da gestão administrativa ou financeira da emenda, detalhou na nota.

Alden ressaltou que os recursos citados já foram executados e submetidos aos necessários procedimentos de prestação de contas pelos gestores responsáveis. Ele reiterou que atua em conformidade com a Constituição e as leis, mantendo-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos formais, caso seja solicitado. Em síntese, o deputado reforça o funcionamento dentro do marco legal e convida leitores a refletirem sobre a necessidade de transparência contínua no Parlamento.

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