Petistas defendem discurso de Lula sobre investigação da PF e querem evitar desgaste político às vésperas das eleições
30/07/2026 22:20
, atualizado 30/07/2026 22:22

Integrantes do PT e da campanha do presidente Lula estão em alerta após a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão, tomada nesta quinta-feira (30/7/2026), permite que a PF apure suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo negócios ligados à cannabis medicinal e possíveis relações com o Ministério da Saúde.
Entre petistas que participam da campanha, a preocupação está principalmente pelo calendário político: as eleições de outubro se aproximam. Analistas internos avaliam que o caso pode desgastar o presidente, mas ressaltam que, segundo os petistas, nenhuma acusação envolvendo o filho dele resultou em condenação.
A avaliação interna é de que a campanha deve adotar o mesmo tom usado pelo próprio presidente: defender a autonomia da PF e afirmar que, caso Lulinha seja considerado culpado, deverá responder pelos eventuais crimes cometidos. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., nesta quinta-feira (30/7), Lula afirmou que não utilizará o cargo para proteger o filho e que ele será tratado como qualquer cidadão caso seja responsabilizado.
“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente.
Lula também disse que não interferirá na investigação: “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”.
Entre os detalhes da matéria, também consta que o caso envolve repasses de R$ 2,3 milhões a Lulinha de uma empresa na mira da CPMI do INSS.

Crédito: Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles.

Crédito: Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles.

Crédito: Reprodução/Metrópoles
