Advogados de Flávio Bolsonaro defendem que a exibição da peça, com recriação de voz e imagem por IA, não violou a legislação eleitoral. A defesa ressaltou que o público presente foi expressamente informado de que a gravação não se tratava de presença física, transmissão ao vivo ou registro autêntico de Jair Bolsonaro, trazendo tarjas informando sobre a recriação da voz e da imagem por IA.
A equipe jurídica sustenta que o recurso não se enquadra no conceito de deepfake, formato criado ou manipulado por IA para simular fala, imagem ou vídeo de alguém com aparência de autenticidade. Os advogados compararam a tecnologia ao uso de máscaras e bonecos de papel, apontando-os como recursos gráficos amplamente utilizados em campanhas eleitorais.
Segundo a manifestação, não houve qualquer tentativa de enganar o público, manipular fatos ou ocultar a tecnologia. O formato do evento foi descrito como uma reunião fechada, submetida a cadastramento prévio e direcionada a um público específico e determinado, composto por filiados, delegados e convidados, e não ao eleitorado em geral.
“Houve apenas a criação de um boneco tecnológico, tudo com as devidas tarjas e anúncios, sem qualquer falseamento ou induzimento em erro, com o apelo que nem de longe sequer tangencia o pedido explícito de voto, de que os convencionais ‘recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir'”, cita ao STF que exigiu explicações.
Segundo a defesa, o STF exigiu explicações.
PALAVRAS-CHAVE: Flávio Bolsonaro, IA, deepfake, voto, eleição, reunião fechada, reprodução de voz, reprodução de imagem
META DESCRIÇÃO: Defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que o uso de IA para recriar voz e imagem em evento não violou a lei eleitoral; o recurso não é considerado deepfake.
