O presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou mal-estar diplomático ao afirmar, durante visita à Avibras Aeroco em Jacareí, SP, na última sexta-feira, 24, que as Forças Armadas devem estar “bem preparadas e treinadas” diante de “loucos pelo mundo querendo fazer guerra”.
O chefe do Executivo ressaltou que, embora a paz seja desejável, não se pode esquecer que o Paraguai invadiu o Brasil no passado, citando que “invadiu Corumbá e, ao mesmo tempo, invadiu o Uruguai e a Argentina” — referência à Guerra da Tríplice Aliança, que durou cinco anos.
Rubén Ramírez Lezcano, ministro das Relações Exteriores do Paraguai, afirmou, em entrevista coletiva na quinta-feira, 30, que “o governo do presidente Santiago Peña e desta chancelaria sempre defenderão os mais altos interesses do Paraguai em todos os âmbitos”.
Antes do pronunciamento de Ramírez Lezcano, a fala de Lula já havia repercutido no país. No domingo, 26, o Raúl Latorre, presidente da Câmara dos Deputados do Paraguai, afirmou em comunicado que as declarações do presidente brasileiro representam “remanescentes do imperialismo que tentam encobrir uma guerra criminosa e uma política histórica de dominação e abuso da elite brasileira” contra o Paraguai. Latorre citou ainda a Guerra da Tríplice Aliança como devastadora para o Paraguai.
No mesmo tom, a senadora Esperanza Martínez ressaltou, no sábado, 25, que as falas de Lula são “remanescentes do imperialismo que tentam encobrir uma guerra criminosa e uma política histórica de dominação e abuso da elite brasileira” contra o Paraguai.
PALAVRAS-CHAVE: Lula, Paraguai, Avibras Aeroco, Jacareí, Guerra da Tríplice Aliança, Rubén Ramírez Lezcano, Santiago Peña, Raúl Latorre, Esperanza Martínez
META DESCRIÇÃO: Lula fala sobre paz e guerra; Paraguai reage com críticas diplomáticas e referências históricas à Guerra da Tríplice Aliança.
