Empresários do agro paulista doam R$ 1 milhão para partido de Tarcísio

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: no período pré-eleitoral, o agronegócio de São Paulo direcionou quase R$ 1 milhão ao Republicanos, partido de Tarcísio de Freitas, reforçando uma leitura de alinhamento entre governo e setor com foco em regularização fundiária e apoio à cadeia produtiva da carne.

Reprodução/ Congresso Brasileiro do Agronegócio
Imagem de Tarcísio de Freitas em evento do agronegócio

Entre os doadores, três destaques aparecem na lista: Luiz Zillo Neto, conselheiro de administração da Usina Quatá, que destinou R$ 350 mil; Carlos Dinucci, empresário do agro e presidente da Lupo, contribuindo com R$ 100 mil; e Antonio Eduardo Tonielo Filho, da Viralcool, com mais R$ 100 mil. João Luiz Quagliato Neto, também do setor, enviou R$ 30 mil. O cargo e as empresas citadas ajudam a entender a influência do setor nas articulações políticas.

O cenário eleitoral também traz referências a ações do governo paulista em benefício do agro. Durante a gestão, foram anunciadas medidas como a entrega de terras devolutas com desconto a fazendeiros. O Programa Estadual de Regularização de Terras oferece títulos públicos com descontos de até 90%, com mais de 6 mil títulos já expedidos. No Pontal do Paranapanema, o índice de regularização atingiu 75% dos lotes documentados.

Ainda no mesmo noticiário, Tarcísio assinou, na ocasião da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), um convênio de R$ 4,4 milhões para ações de combate a incêndios na zona rural, convertendo o recurso em kits com tratores, tanques-pipa e roçadeiras hidráulicas. O governo também tem promovido uma agenda de regularização fundiária para ampliar a produção agrícola, com impactos diretos na base electoral do estado.

Enquanto o caminho é desenhado, adversários do governador, como o PT com Haddad, tentam traçar caminhos de aproximação com o setor, contando com alianças estratégicamente posicionadas, como a relação com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O setor agro, que responde por quase 20% do PIB paulista, segue como terreno central de disputa entre visionários de políticas públicas e interesses binados entre governo e setor privado. Comente abaixo: como você vê o peso do agro nessas decisões e quais impactos isso pode trazer para o dia a dia do estado?

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