Nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15/7), aponta uma sutil virada a favor de Lula na corrida pela Presidência. Pela primeira vez desde julho de 2025, a aprovação ao governo supera a desaprovação, 48% a 47%, dentro da margem de erro de 2 pontos. A rejeição a Lula caiu de 53% para 50%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) permanece como o mais rejeitado, subindo de 56% para 57%.
No 1º turno, Lula aparece com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro fica com 28%. Entre os eleitores da direita não bolsonarista, o apoio a Flávio recuou de 82% para 74%. No 2º turno, Lula amplia a vantagem para 45% contra 37% de Flávio — uma diferença de oito pontos.
Desenrola 2.0, programa lançado para combater o endividamento das famílias, aparece como fator: 35% afirmam que a medida elevou a renda. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil também pesou: 32% dizem ter sido beneficiados, e 24% afirmam que a renda aumentou significativamente.
Sobre a agenda trabalhista, 69% são favoráveis à extinção da escala 6 por 1; 53% dizem que, se aprovada, vão descansar mais e passar mais tempo com a família. Em relação à polêmica entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, 42% concordam mais com a ex-primeira-dama do que com o senador (18%).
Entre os dados pró-Lula, a avaliação positiva do trabalho do presidente sobe para 36%, empatando com a negativa. O fôlego vem, principalmente, do ganho de imagem entre eleitores independentes, com Lula saltando de 37% para 40% nesse grupo no segundo turno.
Renovação: 51% defendem que o país deveria eleger um novo nome. No entanto, a oposição continua sem uma alternativa unificada, o que mantém Lula em posição de amplo favoritismo. “44% ainda não conhecem Caiado, 50% não conhecem Zema e 77% não sabem quem é Renan Santos. A campanha precisa mudar esses números”, comenta o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest.
Metodologia: a pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-07181/2026. Foram ouvidos presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 10 e 13 de julho, com margem de erro estimada em 2 pontos percentuais.
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