Pouco mais de dois anos após superar a síndrome de Stevens-Johnson, Raquel Soares Folly encontra um novo propósito: servir como missionária na Ásia, atuando no Timor-Leste pela base da JOCUM Carioca.
Filha de pastores, Raquel ganhou notoriedade em 2023 ao testemunhar a cura de uma doença grave que a levou a uma longa recuperação. Em 2024, concentrou-se na reabilitação: uma das sequelas mais marcantes ficou nos olhos, com dificuldade para produzir lágrimas e sensibilidade à claridade, além de desconforto que demandava cuidados contínuos. Mesmo assim, manteve a fé e a esperança no chamado que sentiu desde cedo.
Em outubro de 2024, recebeu uma direção clara: o chamado era para as nações e Deus a levaria diretamente para a Ásia. Em janeiro de 2025, ela ouviu uma instrução direta: “Tire o passaporte”. Nesse mesmo período, ingressou na Escola de Treinamento e Discipulado (ETED) da JOCUM Carioca, e, ao concluir a fase teórica, escolheu entre cinco países para o estágio missionário. Raquel foi enviada ao Timor-Leste.
No dia 4 de junho de 2025, chegou ao Timor-Leste e testemunhou o cumprimento da promessa que Deus lhe fizera: a ida foi direta para a Ásia. Hoje, ela serve na base da JOCUM Timor-Leste, cuidando de adolescentes acolhidos pela missão. “Foi Deus quem escolheu esse continente para mim. Aos poucos, Ele colocou um amor profundo pela Ásia no meu coração”, afirma Raquel.
Na base, Raquel trabalha com 23 adolescentes da região de Bahareduk, que estudam na cidade e retornam às famílias durante as férias. A rotina inclui buscá-los na escola, devocionais, apoio escolar, visitas ao mercado e à igreja, momentos de brincadeira e, sobretudo, discipulado e cuidado constante. “É um privilégio acompanhar a formação espiritual e o desenvolvimento desses jovens”, compartilha.
Para Raquel, anunciar o Evangelho no Timor-Leste é um desafio: a grande maioria da população é católica, e apenas cerca de 2,5% se declaravam evangélicos. Ela enfatiza que o evangelho precisa ser comunicado com amor, respeito e perseverança, sem abandonar o serviço prático aos que vivem em situação de vulnerabilidade.
“Timor-Leste é apenas a porta de entrada para aquilo que Deus tem para mim na Ásia. Ele já revelou que há outros países asiáticos no meu caminho, mas sigo cada passo conforme a direção Dele.” A experiência de quase perder a vida mudou a visão de Raquel sobre Deus; hoje, confia mais Nele e entende que vale a pena dizer “sim” ao chamado, mesmo diante do desconhecido. Ela acredita que Jesus continua realizando milagres e cuidando de cada etapa da caminhada.
E você, o que acha dessa jornada de fé que leva alguém a servir em contextos tão diferentes e desafiadores? Deixe seu comentário, compartilhe suas impressões ou dúvidas sobre como a fé pode se traduzir em ação solidária em lugares como o Timor-Leste.
