MapBiomas: 64% da área queimada desde 1985 já pegou fogo mais de 1 vez

Escrito por: Diógenes Cunha

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Brasil

MapBiomas: Relatório Anual do Fogo de 2025 aponta queda de 31% na área queimada, totalizando 12,7 milhões de hectares

O Relatório Anual do Fogo 2025, divulgado pelo MapBiomas, aponta que a área queimada no Brasil caiu 31% em relação a 2024, somando 12,7 milhões de hectares — menor valor da série desde 1985 e representando cerca de 1,5% do território nacional. A redução foi puxada principalmente pela Amazônia, mas os padrões de fogo permanecem desafiadores para os biomas e regiões onde o fogo se repete com maior frequência.

Entre os biomas, a Amazônia registra os menores intervalos entre os eventos de fogo. O relatório aponta que 31,6% da área queimada volta a pegar fogo em até dois anos, indicando que a floresta tem menos tempo para se regenerar diante de ocorrências frequentes. Em contraste, o Cerrado permanece o bioma com maior proporção de áreas que queimaram repetidamente — 66% desde 1985 —, ainda que o regime natural de fogo seja parte da dinâmica do bioma.

“Na Amazônia, onde a vegetação não é adaptada ao fogo, intervalos tão curtos entre os eventos reduzem o tempo de recuperação da floresta e aumentam o risco de novos incêndios, mais intensos e degradantes.”

Já no Cerrado, embora o fogo faça parte de sua dinâmica, o aumento da frequência pode superar a capacidade de regeneração da vegetação, elevando os riscos de perda de biodiversidade e degradação do bioma.

Estados e municípios mais atingidos

  • 47% de toda a área queimada desde 1985 está concentrada em apenas três estados: Mato Grosso (45,1 milhões de hectares), Pará (31,6 milhões) e Maranhão (20,7 milhões).
  • Em nível municipal, 11% da área total está em 15 cidades, com Corumbá (MS) e São Félix do Xingu (PA) liderando a lista.

Severidade e panorama nacional O estudo introduz o índice de severidade potencial, com cinco níveis. Enquanto 64% da área queimada no Brasil apresenta severidade baixa ou moderada, regiões como Mata Atlântica, Pantanal e áreas do Pampa já exibem parcelas com severidade alta ou muito alta, sinalizando impactos mais severos em algumas zonas.

Resumo 2025 Foram 12,7 milhões de ha queimados, equivalente a 1,5% do território, queda de quase 50% ante 2024 e 31% abaixo da média histórica de 18,4 milhões. A Amazônia manteve a menor extensão desde 1985, com 3,1 milhões de ha, enquanto o Pantanal registrou a maior retração proporcional entre os biomas (queda de 85,6%). A Caatinga foi o único bioma a superar a média histórica, com 505 mil hectares queimados. No conjunto, Amazonas e Cerrado continuam respondendo por 86% da área queimada nos 41 anos da série.

Ao analisar o quadro, fica claro que políticas públicas, fiscalização e manejo do fogo precisam de ajustes finos para proteger ecossistemas estratégicos e reduzir danos à biodiversidade. E você, o que tem observado sobre incêndios e recuperação de áreas naturais em sua região?

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