A Polícia Civil indiciou o motorista de aplicativo Rafael Porto Placha, responsável pelo transporte de Rosânia Silva Borges, que foi arrastada e morta em uma rede de drenagem durante fortes chuvas em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano, em março. A decisão policial, assinada no final de maio, aponta indícios de homicídio culposo — crime em que não há intenção de matar.
Imagens de câmeras de segurança analisadas durante a investigação teriam registrado o momento em que o condutor avançou por um trecho da via que já apresentava grande volume de água. Outros veículos, incluindo caminhões e automóveis de maior porte, teriam desistido de seguir pelo local e recuado diante do risco.
Para os agentes da Polícia Civil, os elementos reunidos no inquérito indicam que pode ter ocorrido imprudência na condução do veículo. Por essa razão, o motorista Rafael Porto Placha foi indiciado por homicídio culposo, respondendo formalmente pela suspeita de ter contribuído para o resultado fatal. O inquérito agora deverá ser analisado pelo Ministério Público, que poderá solicitar novas diligências, arquivar o caso ou apresentar denúncia à Justiça.
A Prefeitura de Vitória da Conquista paga atualmente um salário mínimo aos dependentes da vítima, conforme decisão do Tribunal de Justiça, decisão contestada pela gestão municipal. A prefeitura também instalou grades de contenção no canal de drenagem em abril, um mês após a tragédia.
PALAVRAS-CHAVE: homicídio culposo, Vitória da Conquista, Rosânia Silva Borges, Rafael Porto Placha, Polícia Civil, drenagem, fortes chuvas
META DESCRIÇÃO: Indiciamento de motorista de aplicativo por homicídio culposo após Rosânia Borges ser arrastada por drenagem em Vitória da Conquista durante fortes chuvas; decisão de maio e encaminhamento ao Ministério Público.
