Naskar: registros revelam conexão com empresa alvo da Compliance Zero

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Documentos obtidos com exclusividade pela Coluna Mirelle Pinheiro, parceira do PrimeiroJornal, indicam que uma mesma executiva ocupou cargos de direção em duas empresas citadas nas investigações do sistema financeiro. A diretora estatutária Karen Maeda aparece também como responsável pela 7Trust Finance IP, instituição ligada aos fundadores da Naskar, e pela Cartos SCD, instituição financeira que integra as apurações da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025. A investigação apura emissão e negociação de créditos sem lastro entre instituições financeiras, com movimentação de recursos sob escrutínio.

Os documentos indicam que Maeda exerceu funções de direção nas duas estruturas, consolidando um elo entre as empresas envolvidas. A 7Trust Finance IP está ligada aos fundadores da Naskar, enquanto a Cartos SCD figura como parte das apurações da operação em curso, que investiga operações de crédito potencialmente ilegítimas no mercado.

A Cartos SCD atua no segmento de Credit as a Service (CaaS) e passou a figurar entre os alvos da Operação Compliance Zero, que teve início em novembro de 2025. De acordo com informações obtidas junto ao MPF, a principal linha investigativa envolve operações que teriam movimentado R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas inexistentes, ampliando o escrutínio sobre o papel de instituições financeiras envolvidas nestas estruturas.

O episódio também colocou no centro das investigações o Banco Master. Um dos cofundadores da Cartos chegou a ser preso temporariamente na etapa inicial da operação, porém foi libertado posteriormente pela Justiça Federal.

Outro ponto em comum observável nos documentos é que o empresário Marcelo Liranco Arantes, fundador da Naskar e detido nesta semana, consta em listas oficiais de credores do Grupo Fictor. O grupo anunciou, em novembro de 2025, a aquisição do Banco Master, instituição que também figura entre os principais focos das investigações da Operação Compliance Zero. A aquisição, entretanto, não foi concluída: em fevereiro de 2026, o Grupo Fictor ingressou com pedido de recuperação judicial.

As informações disponíveis sugerem vínculos societários entre as empresas investigadas, com a mesma executiva ocupando posições de direção e com relações que permanecem sob escrutínio das autoridades. A reportagem segue em atualização, à medida que novas informações forem confirmadas pelos órgãos competentes. Convidamos leitores a deixar suas opiniões nos comentários sobre o tema.

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