A Apple está avaliando a compra de startups de chips para turbinar a capacidade de processamento de IA em seus servidores, buscando superar limitações técnicas com os componentes atuais baseados no M2 Ultra e avançar além de projetos como Baltra.

Segundo a Reuters, a empresa tem procurado startups de chips e conversado com bancos sobre possíveis aquisições, embora ainda não tenha confirmado negociações. A iniciativa surge diante das dificuldades em acompanhar a evolução dos grandes modelos de IA com soluções internas limitadas e da necessidade de ampliar a capacidade de processamento sem depender exclusivamente de terceiros.
Os servidores de IA da Apple já utilizam chips próprios baseados no M2 Ultra, mas enfrentam limitações de desempenho. O projeto Baltra, concebido para uma nova geração de processadores, também teria sido adiado, evidenciando o desafio da fabricante em manter o ritmo de desenvolvimento de hardware para IA.
Entre os objetivos citados pela companhia estariam:
- Comprar startups especializadas em chips de IA;
- Aumentar a capacidade de processamento próprio;
- Reduzir a dependência de soluções externas;
- Preparar novos recursos baseados em IA para seus produtos e serviços.
Durante o desenvolvimento de uma nova Siri, a Apple testou modelos Gemini, do Google, em seus servidores. Contudo, os chips da linha Mac não conseguiram suportar os modelos maiores, levando parte da operação a migrar para chips da Nvidia hospedados na nuvem do Google. Esse episódio ilustra bem os obstáculos da empresa na disputa por recursos avançados de IA.

Apple mantém fortes investimentos em chips
Apesar de não confirmar grandes compras, a Apple avançou em aquisições estratégicas, incluindo a compra da empresa israelense de IA para áudio Q.ai em janeiro. A empresa também permanece com caixa robusta, tendo mais de US$ 45,5 bilhões em caixa até 28 de março, e assinou acordo superior a US$ 30 bilhões com a Broadcom para o fornecimento de chips.
Mercado de IA e semicondutores – a narrativa de investimentos da Apple aponta para uma estratégia de fortalecer o ecossistema de hardware e software, buscando autonomia tecnológica e maior capacidade de processamento para seus serviços, assistentes virtuais e produtos. Ainda que permaneçam negociações em aberto, o movimento evidencia a pressão por chips potentes em um cenário de rápido avanço da IA.
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