Personalidades do DF indicam restaurantes, cafés e mais operações que nem todo mundo conhece, mas deveria
Vozes da cena gastronômica do Distrito Federal reuniram, em uma listas curtas e provocativa, lugares pouco conhecidos que merecem visita. Entre as personalidades que participam estão a chef Babi Frazaão, a cantora Adriana Samartini, o chef Leandro Nunes e a jornalista Lulu Peters. As indicações passeiam por cozinhas que vão do conforto europeu até sabores que celebram tradições arabes, cubanas, africanas e asiáticas, em bairros como o Lago Sul, Sudoeste, 412 Sul, Vila Planalto, 111 Sul e muito mais.

Babi Frazao, à frente de duas casas no Lago Norte (Afeto e o recém-inaugurado Bafafá), prova que a gastronomia vai além do CNPJ: Iacina, dentro da Aliança Francesa (708/907 Sul), reúne influências paraenses e francesas em uma proposta de "pout-pourri" que resulta em pratos que cruzam tradições. O local fica rodeado por um jardim de Burle Marx, criando um ambiente que convida a um café pela manhã ou á tarde, com indicações de sanduíches cubanos com copa lombo e o prato surf and turf com camarão, bacon e queijo ementhal.
Entre as sugestões, destacam-se linguiça suína com camarão e redução de tucupi, patacones com cogumelos, filé marajoara e pescada ao citron, bem como o bobó de camarão.
Adriana Samartini, cantora de casa de shows brasiliense, celebra uma cena que privilegia o“achado” gastronômico. Ela destaca o Yasmine, no Sudoeste, onde o shawarma e a pasta de berinjela se destacam, ressaltando que o restaurante entrega uma experiência árabe auténtica, com donos de Marmarita que preservam sabores tradicionais. Entre os favoritos, o shawarma de carne e de frango, acompanhados de uma variada tr&iauml;ade de entradas, e doces que fecham com chave de ouro.
Adriana afirma ainda que o local entrega uma experiencia que merece maior reconhecimento, com comida feita com muito carinho.
Leandro Nunes traz uma rota menos óbvia pela Vila Planalto, com a Bodega de la Habana, onde a cozinha cubana se revela em pratos que dialogam com a culinária brasileira. Ele cita que o chef transforma ingredientes com alegria, recebendo todos com sorriso e criando uma atmosfera acolhedora. Entre as opções, Mouros e Cristiõns, uma lembrança de baião de dois com identidade própria.
Completa a lista do chef a experiência no Simbaz, na 412 Sul, especializado em culinária africana, onde o atendimento marcante acompanha a comida. Também ficam os encontros no Soban, 111 Sul (churrasco coreano e bibimbap) e no Kundalini, 406 Norte (cozinha vegana), que, segundo ele, confirmam a fidelidade de quem busca novidades sem abandonar o sabor de casa.
Lulu Peters, jornalista e influenciadora gastronômica, reforça que a boa mesa do DF vai muito alem das asas Norte e Sul. Ela indica o Fiesta Philippines, em Vicente Pires, elogiando o clima de acolhimento, e o Oca Wine Bar, na 212 Sul, com um ambiente intimista, ideal para uma roda de amigos. Entre as tâbuas, a sugestão de um croissant com rótulos diferentes, bem como a carta de frios e os combinados com pão de arroz e molhos que cabem no bolso.
A apreciadora de doces cita ainda o Ballerina Café, na 405 Sul, e o Oca Wine Bar, na 212 Sul, destacando a qualidade dos bolos, brigadeiros e doces finos, sempre com um toque de hospitalidade que faz a diferença.
Essa curadoria de recomendações revela a riqueza da cena local: uma cidade que oferece desde ambientação aconchegante até culinárias de outras tradições, sempre com o cuidado de manter a autenticidade e o acolhimento que diferencião cada visita. O DF, assim, demonstra que tesouros gastronômicos estão mais perto do que se imagina, esperando apenas um paladar curioso.
