Torcedoras do Bahia, vítimas de montagem racista, veem réu ser condenado após nove anos

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Resumo: Um episódio de racismo envolvendo Edna Matos e Dandara Matos, torcedoras negras do Esquadrão, começou em 2017 com uma montagem nas redes sociais que as associava a torcedoras brancas do Grêmio. A história voltou a ganhar força em 2023, antes das quartas de final da Copa do Brasil, e, em junho de 2026, a Justiça puniu o responsável com duas anos e quatro meses de reclusão, convertidos em serviços à comunidade, multa e doações a instituições que combatem o racismo. O caso também destaca o Estatuto da Igualdade Racial na defesa de direitos e na promoção de políticas afirmativas.

A montagem circulou na época, expondo Edna e Dandara a críticas e ataques raciais. O Bahia ofereceu apoio jurídico às vítimas, deixando claro que o clube está ao lado de quem sofre discriminação e que a luta contra o preconceito precisa de ações concretas.

Na sentença proferida em junho de 2026, o juiz Moacyr Pitta Lima, da 9ª Vara Criminal de Salvador, condenou o réu a dois anos e quatro meses de prisão. Cabe recurso, e a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade, pagamento de três salários mínimos a instituições beneficentes que atuam no combate ao racismo, além de multa e das custas processuais.

Edna Matos destacou que a decisão vai além do aspecto jurídico, reconhecendo oficialmente a violação dos direitos das vítimas e servindo como alerta para desencorajar práticas discriminatórias no dia a dia.

Dandara, pesquisadora, contou como o episódio impactou a saúde mental e o rendimento profissional, exigindo terapia e afastamento temporário do trabalho para retomar seus projetos. Ela também ressaltou que reconhecer o dano é um passo importante para avançar na promoção de igualdade.

O caso é visto como marco do Estatuto da Igualdade Racial, que não criminaliza apenas atos, mas estabelece políticas públicas para assegurar oportunidades e proteger direitos étnicos. O Tribunal de Justiça da Bahia reforça, com a decisão, que a discriminação não fica impune e que há mecanismos para coibi-la.

Você acredita que decisões como essa ajudam a reduzir o racismo no cotidiano ou que ainda falta muito para consolidar uma cultura de respeito? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre justiça, cidadania e igualdade.

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