Trump quer o Brasil (por Mary Zaidan)

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Donald Trump quer, sim, as terras raras do Brasil. Além disso, ele busca vantagens para suas bigtechs e para o etanol, e defende o fim do Pix por ser gratuito. A aposta envolve uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros, que não seria apenas uma jogada pontual, mas parte de uma estratégia de influência dos EUA na região. O Brasil aparece como peça central desse movimento, ainda que as intenções permaneçam disputadas na análise pública.

No cenário regional, a trajetória de Trump aponta para uma atuação dura sobre vizinhos. Ele atuou junto a México e Canadá, com tarifas e renegociação de contratos, gerando tensão diplomática. Embora tenha recuado da ideia de transformar o Canadá no 51º estado, a pressão não cessou. Na América Central, o foco passou por ajustes contratuais na operação do Canal do Panamá, visto como um ativo estratégico dos EUA. Em Cuba, houve bombardeios no Mar do Caribe e, meses depois, a adoção de medidas relacionadas à Venezuela, com prisões de Nicolás Maduro e da vice Delcy Rodríguez. Seis meses depois, Trump celebrou avanços no petróleo, lucro que, segundo o texto, não favoreceria os venezuelanos.

No Sul, a estratégia encontrou apoio entre diversos atores de direita, rendendo aliança com algo próximo de oito dos 12 países da região. O Brasil foi apontado como entrave, parte de uma equação que, sem o seu peso, permitia maior espaço para aquilo que Trump busca na região. A economia sul-americana, destacam os fontes, representa parte expressiva do PIB regional e, sem o Brasil, os cenários de influência mudariam consideravelmente.

Antes de qualquer acordo, houve tentativas de aproximação com o governo Lula, com elogios públicos, encontros na Casa Branca e sinalizações de abertura. Porém, as negociações não decolaram. Segundo a leitura apresentada, as hipóteses de acordo eram vistas como enganosas, pois o que se buscava, na prática, era submissão brasileira a termos que não poderiam ser aceitos.

No parlamento e na estrutura política brasileira, nomes como Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro protagonizaram disputas e tentaram influenciar o rumo das conversas. O Senado chegou a emparelhar propostas que defendiam que o Pix operasse como um sistema semelhante ao Zelle, sem gratuidades, enquanto o outro lado trazia exigências regimentais interpretadas como submissivas. Documentos divulgados por veículos de imprensa reforçam esse tom de conflito entre posições e estratégias.

Apesar de a narrativa apresentar estratégias variadas, o texto sustenta que mudanças efetivas no diálogo com o Brasil permanecem incertas. Manejos políticos, pressão econômica e pressões estratégicas sugerem que Trump continuará enxergando o Brasil como peça-chave para influenciar as Américas. Episódios passados, inclusive envolvendo debates sobre vacinas e tratamentos, são citados para ilustrar um método que mescla obstinação e imprevisibilidade, sempre com o objetivo de reorganizar a influência regional.

Agora é a hora de você, leitor, deixar sua opinião. O que acha das estratégias descritas para o Brasil e as Américas? Acredita que o país pode se manter como centro de resistência ou está abrindo espaço para pressões externas? Compartilhe seus insights nos comentários e participe da conversa.

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