Banco Central reduz juros em 0,25 p.p. e Selic cai para 14% ao ano

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico

Copom reduz a Selic em 0,25 p.p., para 14% ao ano; é o quarto corte seguido desde 18/03. IPCA-15 de julho sobe 0,06%, abaixo do esperado. O BC aponta ambiente externo incerto e volatilidade de ativos. Analistas projetam novos cortes apenas em 2027, condicionados à inflação e às reformas fiscais.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, elevando o juro básico para 14% ao ano. A decisão marca o quarto recorte consecutivo desde a reunião de 18 de março. Além disso, o IPCA-15 de julho apresentou alta de apenas 0,06%, abaixo do previsto, o que ajudou a sustentar o tom de maior folga para a política monetária.

No comunicado divulgado após a decisão, o Copom aponta que o ambiente externo permanece incerto, com conflitos no Oriente Médio e dúvidas sobre a condução da política monetária em economias avançadas. Essa conjuntura, segundo o BC, demanda cautela para economias emergentes, dadas as pressões de volatilidade em ativos e commodities.

No âmbito doméstico, os indicadores divulgados desde a última reunião sugerem moderação gradual da atividade econômica, ainda resiliente, com sinais mistos entre setores e um mercado de trabalho aquecido. A inflação efetiva desacelerou, porém ainda fica acima do teto da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleraram para patamar próximo do teto, mas ainda acima do equilíbrio desejado.

Sobre movimentos futuros da Selic, o Copom afirma que mudanças na taxa dependerão da evolução dos preços. O BC reforça que continuará acompanhando o cenário para assegurar a convergência da inflação à meta.

O comitê também ressaltou que o cenário atual, marcado por aumento da incerteza, exige serenidade e cautela na condução da política monetária. A trajetória futura da Selic será ajustada à luz de novas informações, com a meta de manter a inflação na rota desejada.

Analistas do mercado projetam que, se a inflação continuar recuando e a atividade doméstica desacelerar mais, o Copom poderá estender o ciclo de cortes nas próximas reuniões, em setembro e novembro. Contudo, cortes mais expressivos devem ocorrer apenas em 2027, condicionados a avanços nas reformas fiscais para colocar as contas públicas em trajetória estável.

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