Braga Netto é chamado a depor sobre desvio de armas do Exército

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: O general Walter Braga Netto, condenado pela tentativa de golpe de Estado, foi chamado para depor como testemunha em um caso de desvio de armas do Exército no Rio de Janeiro. O tenente-coronel Alexandre de Almeida é acusado de desvio entre 2016 e 2018, quando Braga Netto chefiava a 1ª Região Militar. O depoimento está marcado para 10 de novembro, por videoconferência, e depende de autorização do STF.

Imagem Walter Braga Netto

Crédito: Reprodução TV Justiça.

Reprodução TV Justiça

Rio de Janeiro – O general Walter Souza Braga Netto, condenado pela tentativa de golpe de Estado, foi chamado para depor como testemunha em um caso que apura um esquema de desvio de armas do Exército no estado. Ele está preso no Rio de Janeiro, cumprindo pena de 26 anos.

O tenente-coronel Alexandre de Almeida, que chefiava o setor responsável pela fiscalização de armas da 1ª Região Militar (abrange Rio de Janeiro e Espírito Santo), é acusado de se apropriar de armamentos recebidos para destruição ou devolução à cadeia de suprimentos. Parte das armas teria pertencido a militares da reserva ou já falecidos, segundo o Ministério Público Militar (MPM).

Para ocultar a origem das armas desviadas, Almeida inseria informações falsas no sistema interno do Exército. Os armamentos eram registrados em seu nome ou de terceiros e depois repassados a outras pessoas, conforme a denúncia.

Os episódios teriam ocorrido entre 2016 e 2018, período em que Braga Netto chefia a 1ª Região Militar. A defesa de Almeida sustenta que o oficial atuava “cumprindo as diretrizes dos escalões superiores e de ordens diretas de seus superiores hierárquicos”, contestando a acusação de participação direta.

A oitiva de Braga Netto está marcada para 10 de novembro, a ser realizada por videoconferência, e depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para a execução da pena.

A denúncia também aponta que parte das armas desviadas foi usada para pagar uma reforma em casa de Almeida, cujo serviço de marcenaria ficou em torno de R$ 21,5 mil. Segundo o marceneiro, o tenente-coronel disse não ter dinheiro e ofereceu armas como pagamento, com documentos já emitidos em nome do profissional. Outros envolvidos teriam recebido armamentos desviados e respondem a crimes como receptação, posse ilegal de arma de fogo e uso de documento falso.

A coluna não conseguiu localizar a defesa do tenente-coronel até o momento.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Eleições: MP identifica retenção de ônibus em Salvador e fixa prazo ao município

Resumo — Ministério Público Eleitoral notificou Salvador para restabelecer a circulação integral da frota de ônibus no 2º turno de 2026, após verificar...

André Mendonça vota no segundo turno em Brasília e fala em começo de um ‘novo ciclo’ no Brasil

Resumo: Mendonça vota em Brasília e diz que 2026 inaugura um novo ciclo político. Vice?presidente do TSE, ele ressalta a democracia e a...

Rui Costa vota em Salvador; associa bolsonarismo à violência e critica o porte de armas

Resumo Salvador: Rui Costa, ex-governador da Bahia e senador eleito, criticou o bolsonarismo e episódios de violência na manhã deste...