Estudo aponta perdas de quase R$ 500 bilhões para o Brasil em 2025 por contrabando e pirataria

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo – FNCP estima perdas do mercado ilegal no Brasil em quase R$ 500 bilhões no último ano, equivalente a 3,75% do PIB. A estimativa, baseada em estudo de 15 setores, aponta R$ 473,2 bilhões em perdas, sendo R$ 326,3 bilhões na produção e R$ 146,9 bilhões por sonegação fiscal. Vestuário e bebidas alcoólicas respondem por mais da metade. Em 2024, perdas são de R$ 468,3 bilhões; em 2023, R$ 441,3 bilhões. Fonte: Folha de S.Paulo.

O Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) afirma que o Brasil registrou perdas de quase R$ 500 bilhões no último ano devido ao mercado ilegal, que engloba pirataria e contrabando, representando aproximadamente 3,75% do PIB.

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, parceiro do PrimeiroJornal, o FNCP baseia o montante em um levantamento com 15 setores. O total de perdas é de R$ 473,2 bilhões, sendo R$ 326,3 bilhões de perdas na cadeia de produção e R$ 146,9 bilhões vinculados ao impacto da sonegação fiscal.

Entre os setores com maior impacto, vestuário e bebidas alcoólicas somam sozinhos mais da metade do total; completam a lista combustíveis, material esportivo, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, defensivos agrícolas, ouro, TV por assinatura, óculos, cigarros, celulares, filmes, perfumes importados, computadores e brinquedos.

Alguns segmentos não divulgam números, entre eles peças para automóveis, motos e aviões, ferramentas, alimentos, próteses e cilindros de oxigênio.

A evolução histórica da pesquisa do FNCP, realizada desde 2014, mostra que as perdas passaram de R$ 100 bilhões naquele ano, não ajustadas pela inflação, para patamares crescerentes, com o valor estimado para 2024 em R$ 468,3 bilhões e 2023 em R$ 441,3 bilhões.

Ainda que o estudo destaque impactos financeiros significativos, não leva em conta efeitos como a geração de emprego, renda e a atração de investimentos que poderiam ocorrer no mercado formal.

Conforme publicação da Folha de S.Paulo, veículo consultado pela reportagem, as informações chegam com base no levantamento do FNCP, com dados que não alteram por ora o contexto de perda econômica decorrente do mercado ilegal.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Quedas e queimaduras lideram internações de crianças até 14 anos.

Resumo: Brasil registrou, em 2025, mais de 1,6 milhão de internações por acidentes, com crianças até 14...

Marinha: militares são condenados por propina e fraude no Rio

Resumo: STM mantém condenações de seis investigados em irregularidades de licitações da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (Baenspa), no Rio...

Vox aponta Flávio com 45,1% e Lula com 44,5% no 2º turno

Resumo: Vox Brasil aponta Lula na liderança no 1º turno (37,1%...