Dólar atinge R$ 5,19 após postura mais firme do presidente do Fed

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo

  • Dólar próximo de R$ 5,20; Ibovespa em oitava alta consecutiva.
  • Discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole aumenta apostas de alta de juros nos EUA; DXY sobe.
  • Títulos de 2 anos do Tesouro dos EUA rendem 4,35%.
  • Caged aponta 58.568 vagas formais em julho; expectativa de corte de 0,25 pp na Selic para 13,75%.

O dólar comercial operou em alta durante a maior parte da sessão desta sexta-feira (28), aproximando-se de R$ 5,20. A bolsa de valores, por sua vez, resistiu e manteve a oitava sessão consecutiva de ganhos, marcando mais um dia de fôlego para o Ibovespa. Segundo informações da Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal, o tom mais duro adotado pelo Federal Reserve no falar de seus dirigentes ajudou a conduzir o humor dos mercados globais.

A moeda norte-americana chegou a recuar no início, mas ganhou força ao longo da manhã e atingiu a máxima de R$ 5,23, alta de 1,30%, por volta das 13h18. No fechamento do pregão, o câmbio ficou em R$ 5,196, ainda com valorização de 0,62% na semana. A elevação do dólar ocorreu após o discurso de Warsh, que indicou que o Fed ainda pode seguir com aperto monetário se a inflação subjacente não retroceder de forma clara em direção à meta de 2%.

Os efeitos da fala do presidente do Fed repercutiram nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, em especial o papel de dois anos, que sobem em resposta a expectativas de política monetária mais firme. O rendimento desse título chegou a 4,35%, reforçando a percepção de que a taxa básica pode subir novamente nos próximos meses, em linha com a leitura de uma recuperação de juros nos EUA. O índice DXY, que acompanha o dólar frente a uma cesta de moedas fortes, fechou o dia em 99,668 pontos, alta de 0,57%.

No Brasil, o mercado de trabalho também influenciou as expectativas para as próximas decisões de política monetária. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicaram a criação de 58.568 vagas formais em julho, abaixo das previsões de instituições financeiras. Esse resultado reforçou a hipótese de que o Banco Central poderá realizar um novo recuo na Selic na reunião de setembro, com a projeção amplamente apontando para um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,75%.

Enquanto isso, a taxa básica de juros brasileira permanece em 14% ao ano, em comparação com a faixa de 3,50% a 3,75%% da política norte-americana, diferença que continua a influenciar fluxos de capitais e o câmbio entre as duas maiores economias. O Ibovespa, o principal indicador da bolsa brasileira, fechou em alta, aos 175.664,62 pontos, com ganho de aproximadamente 0,3%, mantendo o ritmo positivo que marcou a semana.

Fontes: Agência Brasil, parceira do PrimeiroJornal.

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Crédito: Agência Brasil

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Crédito: Agência Brasil

Resumo rápido: Ibovespa fecha em alta de 0,30% na B3, aos 175.664,62 pontos, após divulgação de discurso de Warsh. O índice acumula oitava alta consecutiva, +2,71% na semana e -1,31% em agosto. Fluxo externo ainda negativo em agosto, com pré- pregões recentes somando R$ 1,3 bilhão de entrada; EUA registram quedas conforme Fed pode manter política restritiva.

Ibovespa terminou a sessão na bolsa paulista em alta de 0,30%, aos 175.664,62 pontos, após a divulgação de um discurso de Warsh que influenciou o humor dos investidores. A sessão marcou a continuidade de uma tendência positiva que vem desde a abertura da semana.

No conjunto, o índice acumulou 2,71% de valorização ao longo da semana, mantendo o ritmo de recuperação após um período de volatilidade. Em agosto, porém, houve recuo de 1,31%. No acumulado de 2026, a alta chega a 9,02%.

Do lado externo, dados de fluxo de capitais mostraram entrada líquida de recursos estrangeiros na bolsa paulista nos quatro pregões anteriores, somando cerca de R$ 1,3 bilhão. Contudo, o mês de agosto não conseguiu evitar o saldo negativo, que persiste em R$ 18,7 bilhões.

Bolsas dos EUA fecharam a sexta-feira em queda, pressionadas pela expectativa de uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve. O Dow Jones caiu 0,02%, para 53.559,99 pontos; o S&P 500 recuou 0,25%, para 7.711,73 pontos; e o Nasdaq caiu 0,52%, para 26.402,42 pontos. A leitura dos mercados aponta que o aperto na política monetária eleva os rendimentos de títulos, reduzindo o apetite por ativos de maior risco.

As informações são apresentadas com base em dados da Reuters, parceira do PrimeiroJornal, que acompanha o movimento das praças brasileiras e externas na sessão.

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