Selic cai para 14% ao ano após novo ajuste do Copom

Escrito por: Diógenes Cunha

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Copom corta Selic em 0,25 pp, de 14,25% para 14,00% ao ano — quarta redução consecutiva. BC aponta convergência da inflação para a meta e suavização gradual da atividade econômica.

Cenário externo volátil, com conflitos no Oriente Médio e incertezas sobre políticas monetárias em economias avançadas, aumenta a cautela de emergentes.

Indícios domésticos indicam moderação gradual da atividade, ainda com inflação acima da meta e mercado de trabalho aquecido.

Resumo de indicadores: IPCA-15 de julho em 0,06%; inflação acumula 3,51% no ano e 4,52% em 12 meses; meta de inflação para 2025 é 3%, com tolerância de +/-1,5 p.p.

Banco Central - Brasília
EBc

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira a redução da Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,25% ao ano para 14% ao ano. Trata-se da quarta queda seguida da taxa básica de juros, conforme decisão tomada em reunião realizada na sede do BC, em Brasília.

O BC destacou que o ajuste gradual é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta no próximo período. Em nota, o banco ressaltou que, “sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.

Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego, informou o BC, em nota.

No plano externo, o BC observou um cenário de indefinição decorrente dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária de algumas economias avançadas, o que exige cautela de países emergentes em meio à volatilidade de ativos e commodities.

Quanto ao ambiente doméstico, o instituto destacou que o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião sugere moderação gradual da atividade econômica, ainda que em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores e mercado de trabalho aquecido.

Em relação à inflação, o BC informou que o IPCA-15 de julho ficou em 0,06%. No acumulado do ano, a inflação é de 3,51%, e, em 12 meses, 4,52%, ainda acima do teto da meta. O IPCA-15 de julho de 2025 foi de 0,33%.

A meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o período iniciando em janeiro de 2025 é de 3%, com tolerância de menos 1,5 ponto percentuais e mais 1,5 ponto percentual, isto é, entre 1,5% e 4,5%.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o que representou o maior nível em quase duas décadas. O Copom iniciou o ciclo de cortes em março, em meio à queda mais ampla da inflação, ainda que a guerra no Oriente Médio e o repasse de altas de combustíveis e alimentos mantenham pressões sobre os preços.

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