Resumo: INSS reduz a fila de análises em 80% desde o recorde de 3,1 milhões, encerrando julho com 374 mil requerimentos em análise. Mudança de gestão ocorreu após a exoneração de Gilberto Weller e a nomeação de Ana Cristina Viana Silveira; em julho, foram 1,658 milhão de análises concluídas. No 1º semestre de 2026, 4,3 milhões de negações e 4,2 milhões de concessões (51% x 49,5%).
O INSS, no Brasil, registrou queda de 80% na fila de pedidos em análise entre fevereiro e julho deste ano, encerrando julho com 374 mil requerimentos em análise. O recuo chega após o recorde de 3,1 milhões em fevereiro, o que levou o então presidente da instituição a declarar que não seria possível cumprir a promessa de redução da fila.
Histórico recente: a fila atingiu 1,2 milhão em fevereiro de 2023, subiu para 2,3 milhões em janeiro de 2025 e chegou a 3,1 milhões ao final de fevereiro deste ano, período em que o desempenho da gestão anterior foi fortemente criticado.
Mudança de comando: diante do aumento expressivo, o presidente Lula exonerou Gilberto Weller em 13 de abril e nomeou Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira do INSS, para chefiar o órgão. Ela já atuava como secretária executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.
Resultados sob nova gestão: quatro meses após assumir, Ana Cristina Silveira conseguiu estabilizar a fila em patamares próximos aos de antes da posse de Lula, acompanhando um aumento no número de análises concluídas.
Julho histórico: o instituto registrou 1,658 milhão de análises concluídas, o maior volume mensal já registrado, superando o recorde anterior de 1,626 milhão em março.
Panorama do 1º semestre de 2026: foram negados cerca de 4,3 milhões de pedidos de benefícios e concedidos 4,2 milhões; a taxa de indeferimento ficou em 51%, enquanto as concessões chegaram a 49,5%.
Principais motivos de indeferimento: entre os benefícios por incapacidade, a principal razão foi a incapacidade não reconhecida pela perícia médica; para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o não atendimento ao critério de deficiência; para pensões, a falta de comprovação da qualidade de dependente; entre aposentadorias, o não atendimento a legislações específicas ou especiais.

