Resumo: Exército prendeu soldado Davison em Salvador durante operação conjunta com a PM-BA em Pau da Lima, recuperando coletes balísticos desaparecidos do 6º BPE. Ação também localizou itens e um veículo; IPM é instaurado para apurar ausências de Material de Emprego Militar Controlado. Caso envolve prisão de outro militar na véspera e investigações sobre possível relação com facção criminosa.
O Exército prendeu um soldado, identificado apenas pelo prenome Davison, durante operação conjunta com a Polícia Militar da Bahia em Salvador, na noite de sexta-feira (21), no bairro Pau da Lima, enquanto buscavam localizar materiais desaparecidos, entre eles coletes balísticos, ligados ao Material de Emprego Militar Controlado.
Ação também localizou outros itens e recuperou um veículo, e informações preliminares apontam que os coletes balísticos estariam entre os materiais de emprego militar desaparecidos do 6º Batalhão de Polícia do Exército (6º BPE). A operação ocorreu na localidade conhecida como Rua do Ouro, segundo informações do Alô Juca.
Um dia antes, outro militar já havia sido preso em Salvador: um sargento foi detido no bairro Fazenda Grande do Retiro, na quinta-feira (20).
Há suspeitas, ainda não confirmadas pelo Exército, de que os equipamentos poderiam ter sido repassados a uma facção criminosa.
Também houve relatos de que integrantes da tropa teriam ficado em cárcere privado durante as investigações, embora tais informações não tenham sido confirmadas pela instituição até o momento.
O Comando da 6ª Região Militar informou que houve identificação de Material de Emprego Militar Controlado ausente nas instalações do 6º BPE e instaurou, em 18 de agosto, um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. A instituição não detalhou quais itens estariam faltando nem confirmou participação de militares ou qualquer relação com organização criminosa.
Informações da reportagem apontam ainda que os coletes balísticos poderiam estar entre os materiais desaparecidos, e que há a possibilidade de os equipamentos terem sido retirados do quartel pelos próprios membros. Entretanto, tais dados não foram confirmados oficialmente pelo Exército.
O Exército esclareceu que o Material de Emprego Militar Controlado não se enquadra como arma ou munição, e que a investigação tem como objetivo esclarecer o que está ausente, as circunstâncias do sumiço e a possível responsabilidade de integrantes da unidade.
Segundo informações divulgadas pelo AratuON, parceiro do PrimeiroJornal, a apuração continua para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e a possível participação de membros do 6º BPE.
