Resumo
Bahia registrou exportações de US$ 1,09 bilhão em julho de 2026, alta de 16,1% frente ao mesmo mês de 2025, puxadas pela soja e pelo ouro. O crescimento ocorreu com o volume físico em ascensão e o preço médio mais alto, conforme levantamento da SEI com base em dados do MDIC.
Bahia registrou exportações de US$ 1,09 bilhão em julho de 2026, alta de 16,1% ante julho de 2025, puxadas pela soja, cuja colheita está em recorde, e pelas vendas da mineração, principalmente o ouro, respaldadas por tensões geopolíticas e pela demanda global por ativos de segurança, conforme a SEI (Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais) vinculada à Secretaria de Planejamento do Estado.
Além do aumento do volume físico exportado, que subiu 5,8% em julho em relação a junho, houve elevação de 9,8% no preço médio das mercadorias vendidas ao exterior, fortalecendo o desempenho baiano no mês.
SETOR EXTRATIVO E TRANSFORMAÇÕES
A indústria extrativa registrou expansão de 84,4% no faturamento, impulsionada pelas receitas do ouro. Segundo a SEI, o repique nas cotações e o maior interesse pelo metal precioso decorrem de incertezas fiscais, inflação global, desdolarização de reservas internacionais e maior procura por ativos de segurança.
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Crédito: “Itens mencionados | Fotos: Reprodução / Agência Brasil / Isac Nóbrega / PR”
Em contrapartida, a indústria de transformação apresentou retração de 18% no volume faturado em julho. Os fatores determinantes para essa queda foram:
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Derivados de petróleo: queda acentuada de 88,1% nos embarques;
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Papel e celulose: retração na produção devido a paradas técnicas de manutenção e recomposição de estoques;
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Derivados de cacau: desvalorização nos preços internacionais, reduzindo a demanda global.
SETORES E TRANSFORMAÇÕES
As exportações baianas com destino aos Estados Unidos subiram 39,6% em julho, passando de US$ 58,4 milhões para US$ 81,5 milhões, correspondendo a 7,5% de toda a pauta exportadora da Bahia no mês.
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Crédito: “Foto ilustrativa: reprodução / Inteligência Artificial (Gemini).”
Apesar de o acumulado dos sete primeiros meses de 2026 indicar queda de 7,2% no comércio com os EUA, o pico de vendas em julho é atribuído à antecipação de remessas por exportadores diante da confirmação de uma nova rodada de sobretaxas impostas pelos EUA, que entraram em vigor em 29 de julho.
