João Roma nega acusações sobre contratos de sócio e critica opositores

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: João Roma, candidato ao Senado pela Bahia, minimiza impactos de denúncias envolvendo sócio. Reportagens citam que Alfredo Pacheco Pereira Neto, coproprietário da Prata da Chapada, firmou contratos com o Banco Master via AB Serviços, somando ao menos R$ 19,7 milhões. Roma negando envolvimento, destaca atuação no agronegócio em Iraquara e lamenta a reabertura do tema. Em tom crítico aos adversários, elogia a ALBA e a ACB, defendendo menos impostos e mais oportunidades.

Iraquara, Bahia – Em entrevista realizada nesta quinta-feira, 13, o candidato ao Senado pela Bahia, João Roma (PL), minimizou o impacto das recentes informações que envolveram um de seus sócios. Conforme relatado pela Folha de S. Paulo e pelo Metrópoles, Alfredo Pacheco Pereira Neto, que divide com Roma a sociedade na Prata da Chapada, registrou contratos com o Banco Master totalizando, pelo menos, R$ 19,7 milhões por meio da corretora AB Serviços.

Roma reforçou não ter qualquer vínculo com a instituição financeira ou com as atividades paralelas do sócio. “Eu fui ministro e nenhum ato meu beneficiou a instituição financeira citada”, disse, ao justificar que sua parceria com Alfredo se restringe ao agronegócio, com atuação na cidade de Iraquara, envolvendo pecuária e irrigação, e negando qualquer relação com outras operações econômicas.

Em nota encaminhada à imprensa, o candidato já havia ressaltado que a Prata da Chapada detém 50% das cotas e atua apenas na produção agropecuária, com foco na banana, estranhando a reabertura do tema, já que está há anos afastado da vida pública. A AB Serviços também emitiu comunicado afirmando que os contratos com o banco ocorreram de forma privada, sem uso de recursos públicos, e que Roma não participou da aproximação comercial.

Ataques aos adversários – Durante a entrevista, Roma aproveitou o tema para, sem citar nomes, criticar adversários. Afirmou que sua vida e o seu Imposto de Renda “se autoexplicam” e acusou rivais de enriquecimento ilícito, sugerindo que os opositores recorrem a narrativas para contornar quedas nas pesquisas.

Homenagem à ACB – Antes de comentar as acusações, o candidato repercutiu uma sessão especial da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) que celebrou os 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB). Roma classificou o momento como relevante para reconhecer empresários e empreendedores responsáveis pela geração de empregos no estado.

Elogiando a presidente da ACB, Isabela Suarez, o ex-ministro defendeu uma maior integração entre os setores produtivo e público, afirmando que o estado precisa de mudanças que reduzam impostos e ampliem oportunidades para os baianos.

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