Maioria dos clubes da Séries A e B registra dívidas no órgão regulador criado pela CBF

Publicado por Diógenes Cunha

Resumo jornalístico: ANRESF aponta pendências em clubes da Série A e B; 40 equipes sob fiscalização no segundo período de 2026. Débitos antigos devem ser regularizados até 30 de novembro; dívidas de 2026 possuem escalonamento de sanções que vão de advertência a cassação de licença. São Paulo já recebeu notificação sobre transferência de Djhordney. Novo levantamento ocorre até 31 de outubro, com conclusão em novembro.

Anregulação financeira do futebol brasileiro ganhou um acompanhamento mais rigoroso com a criação da ANRESF, agência responsável pela fiscalização das contas dos clubes. Além de monitorar a saúde econômica, a instituição informou que mais da metade dos clubes que disputam as Séries A e B apresentaram algum tipo de pendência na prestação de contas. O relatório aponta que 40 clubes foram analisados no segundo período de fiscalização de 2026.

A ANRESF explicou que o processo é dividido em três períodos anuais, para acompanhar as obrigações financeiras das equipes. O primeiro levantamento tinha prazo inicial no fim de março, mas foi adiado duas vezes a pedido dos clubes e terminou em 11 de maio. O segundo levantamento encerrou-se em 30 de junho; a última prestação de contas do ano considerará débitos até 31 de outubro, com entrega prevista para o fim de novembro.

Apesar do elevado número de pendências, a nova regulamentação prevê um período de adaptação para dívidas antigas, com o objetivo de reduzir impactos. Os clubes terão até 30 de novembro para regularizar essas obrigações. Até o término do prazo, a punição prevista para dívidas antigas é apenas a advertência.

A partir de 1º de janeiro de 2026, contudo, as dívidas novas passam a acompanhar uma escala progressiva de sanções. Conforme o regulamento, as punições podem chegar até a perda da licença para disputar competições.

O objetivo dessa medida é evitar que clubes acumulem novas dívidas sem sofrer consequências técnicas ou financeiras, proporcionando um caminho para a regularização antes de punições mais severas.

Um dos primeiros casos sob as novas regras envolve o São Paulo, que foi notificado sobre o pagamento de uma transferência relacionada ao meio-campista Djhordney. Caso a pendência não seja regularizada, o clube pode enfrentar o transfer ban.

A agência ressalta que a existência de dívidas não implica automaticamente sanções graves: o sistema avalia a natureza da obrigação, o momento da contratação e o cumprimento dos prazos estabelecidos. A ANRESF busca, assim, manter um monitoramento mais frequente das finanças das equipes, para identificar novas pendências e permitir correções antes que surjam punições esportivas mais pesadas.

Próximo levantamento está programado para o fim de novembro, com dados referentes à situação financeira apurados até 31 de outubro. Enquanto isso, as equipes ainda têm a possibilidade de regularizar parte das pendências e evitar novas sanções previstas no regulamento.

ARTIGOS RELACIONADOS

Filmes com Lázaro Ramos e Antonio Pitanga disputam vaga ao Oscar 2027

Resumo: Brasil estabelece a lista de 15 longas nacionais para o Oscar 2027, com duas...

Salvador abre 75 vagas para aulas gratuitas de judô em Pernambués e proximidades

Resumo: 75 vagas gratuitas para aulas de judô para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos em Pernambués, Salvador. Projeto Mais Judô...

Após Ba-Vi, Vasco e Atlético-MG seguem; confira a agenda do Vitória

Rio de Janeiro — Resumo: Vitória, após a derrota por 1 a 0 para o Bahia no...