Resumo: Copom reduz a Selic em 0,25 p.p. para 14% ao ano; a indústria, representada pela CNI, critica a decisão, afirmando que juros altos continuam pressionando indústria, empresas e famílias. A Regra de Taylor indica taxa de equilíbrio de aproximadamente 10,4%, revelando espaço para novos recuos; crédito caro amplia endividamento.
A crítica também aponta que o Desenrola 2.0 aborda apenas sintomas da crise, sem atacar causas estruturais como educação financeira e altas taxas de juros.
O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando o custo do dinheiro a 14% ao ano, na noite de quarta-feira. O anúncio veio acompanhado de críticas da CNI, que sustenta que juros elevados afetam negativamente a indústria e elevam o custo do crédito para famílias e empresas.
De acordo com a CNI, os juros estão em patamar restritivo no país há 55 meses, e a Selic está atualmente 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada pela Regra de Taylor, estimada em 10,4%.
A posição da CNI aponta ainda que a taxa de juros real fica por perto de 10%, o que indica espaço para cortes adicionais sem prejudicar o combate à inflação, segundo a entidade.
Outra crítica destacada pelo presidente da CNI refere-se ao alto nível do crédito livre, que encarece o refinanciamento de dívidas das famílias. Em seu comunicado, Alban afirma que o Desenrola 2.0 trata, sobretudo, o sintoma da crise, sem atacar causas estruturais como a educação financeira e o elevado patamar das taxas de juros.
Ricardo Alban também ressaltou que a manutenção de juros em patamar elevado agrava as dificuldades da indústria, já pressionada por incertezas externas, e mantém o endividamento das famílias em nível crítico.
