A saúde sexual de mulheres na menopausa requer atenção contínua no Brasil, segundo a Febrasgo. Secura vaginal, dor durante o sexo e queda do desejo não são inevitáveis com o envelhecimento. Prática de hábitos saudáveis, avaliação multidisciplinar e, quando indicado, tratamentos hormonais são recomendações destacadas. No país, cerca de 30 milhões de mulheres nessa faixa etária relatam sintomas que afetam a qualidade de vida.
Brasil — a saúde sexual de mulheres na faixa etária da menopausa não deve ser negligenciada. A ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), destaca que queixas como secura vaginal, dor durante a relação e diminuição do desejo não são consequências inevitáveis do envelhecimento e devem constar das orientações de cuidado à saúde feminina em todas as fases da vida.
A médica afirma que a sexualidade não desaparece com o tempo, ainda que possa ficar obscurecida por fatores que atrapalhem a vivência. Ainda segundo Steglich, é comum que o profissional de saúde subestime ou não pergunte sobre saúde sexual em pacientes mais velhas, o que leva ao esquecimento de queixas relevantes.
Para manter a saúde sexual, ela sustenta a importância de uma abordagem positiva da mulher, aliada a hábitos saudáveis como atividade física regular e boa alimentação. Além disso, quando necessário, os hormônios podem ser usados sob orientação médica, dentro de um tratamento cuidadoso e personalizado.
Doenças atreladas
A especialista acrescenta que queixas como secura vaginal e dor durante a relação podem ter origem em condições médicas como endometriose, aderências ou doença inflamatória pélvica, além de desconforto no assoalho pélvico. A dor sexual, segundo ela, costuma envolver um componente muscular significativo, exigindo frequentemente uma abordagem multidisciplinar.
“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, afirmou a ginecologista.
Segundo Steglich, a longevidade feminina não pode ser discutida sem considerar menopausa e sexualidade. Dados nacionais indicam que cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa etária no Brasil e que 82% apresentam sintomas que afetam a qualidade de vida.
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