Resumo: Trabalhadores da CPTM, em São Paulo, mantêm greve e paralisam parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
A prefeitura suspende novamente o rodízio de veículos; Paese opera ônibus de apoio para as linhas atingidas.
Metrô abriu mais cedo, às 4h, nas linhas Azul-1, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata; audiência de conciliação hoje às 12h entre sindicato, governo e CPTM.
Cargos: cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados após privatização; trabalhadores cobram garantias formais de emprego.
São Paulo – Os trabalhadores da CPTM decidiram, na noite dessa terça-feira (4), manter a greve e paralisar parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A prefeitura da cidade informou a suspensão do rodízio de veículos, medida que busca atenuar os impactos causados pelo impasse no sistema metroferroviário.
Segundo a CPTM, a linha 11-Coral opera entre Barra Funda-Palmeiras até Guaianases, com o trajeto entre Guaianases e estudantes atendido pelo sistema Paese de ônibus. Já a linha 12-Safira circula entre Brás e Engenheiro Goulart, com parte do trajeto entre Engenheiro Goulart e Calmon Viana recebendo o auxílio emergencial do Paese.
A linha 13-Jade opera com intervalos maiores entre as estações, incluindo atendimento ao Aeroporto de Guarulhos, com o Paese fornecendo suporte na região. Além disso, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata deverão ter mais trens circulando, de acordo com as informações do órgão.
O Metrô abriu mais cedo, às 4h, nessas mesmas linhas anunciadas. Uma audiência de conciliação está agendada para hoje, às 12h, entre o sindicato, o governo do estado e a CPTM, para decidir sobre a continuidade da greve. Na noite de ontem, os trabalhadores optaram por manter a paralisação nesta quarta-feira.
Os sindicalistas argumentam pela necessidade de garantias formais de empregos para quem atuava diretamente nas linhas 11, 12 e 13, que teriam sido concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano. O governo estadual informou que cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados após a privatização e apontou compromissos para manter vínculos de trabalho, enquanto a categoria cobra mecanismos mais robustos de proteção.
