Trump defende Gianni Infantino em meio à crise da FIFA; UEFA, Concacaf e AFC criticam planos de privatização; FIFA afirma ter retirado a proposta; EUA foram sede da Copa 2026; eleição da presidência da FIFA está marcada para 2027 em Rabat.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu Gianni Infantino em meio à crise que atinge a FIFA. A manifestação foi publicada na Truth Social na última segunda-feira (10), na qual Trump descreve Infantino como formidável e afirma que a entidade cometeria um erro terrível se cogitasse substituir seu dirigente.
A crise ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, quando UEFA, Concacaf e AFC divulgaram uma carta conjunta com críticas à condução da FIFA.
O documento foi assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da UEFA, Victor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, além dos secretários-gerais das três confederações.
Na carta, as confederações afirmaram que a tentativa de vender uma participação comercial na Copa do Mundo representou uma “profunda falha de julgamento” e uma quebra de confiança com as instituições do futebol.
O plano, já retirado pela FIFA, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária responsável pela gestão comercial de competições, incluindo a Copa do Mundo, abrindo espaço para investimento privado em parte dessa operação.
A iniciativa provocou forte reação de dirigentes e confederações, especialmente pela falta de consulta prévia. Para UEFA, Concacaf e AFC, o problema não foi apenas de comunicação, mas de governança e confiança.
“Futebol não pertence a nenhum indivíduo e nenhuma instituição. Pertence aos jogadores, torcedores, clubes, associações-membro e a cada instituição encarregada de proteger seu futuro”, diz trecho da carta.
As confederações também criticaram a ideia de tratar a liderança no futebol como uma forma de posse pessoal.
No sábado, a FIFA já havia reagido às pressões e afirmou haver um “esforço orquestrado e contínuo” de alguns setores para minar a entidade e Infantino. O discurso, porém, não impediu a ampliação da crise.
Os Estados Unidos foram uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e seguem como peça importante na estratégia comercial da FIFA, sobretudo pela força do mercado norte-americano.
Infantino mantém relação próxima com Trump e passou a buscar apoios de peso em meio à pressão pela sua permanência no cargo. A eleição presidencial da FIFA está marcada para março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
Crédito da imagem: Foto: Divulgação / Truth Social
Crédito: Divulgação / Truth Social
