Resumo: Adolescente de 16 anos é apreendido pela Polícia Civil de Mato Grosso, em Nova Brasilândia, suspeito de planejar ataque a escola e ameaçar alunos. A investigação, conduzida pela Delegacia de Chapada dos Guimarães com apoio da ABIN, identificou munições, uma faca e um vídeo que sugere familiaridade com armamento. Internação provisória é estudada sob o ECA.
Palavras-chave: ataque escolar, Nova Brasilândia, Mato Grosso, ABIN, Delegacia de Chapada dos Guimarães, ECA, Realengo, Suzano

Um adolescente de 16 anos foi apreendido pela Polícia Civil de Mato Grosso, no sábado (12/9), suspeito de planejar e ameaçar realizar ataque a uma escola estadual no município de Nova Brasilândia. As investigações, conduzidas pela Delegacia de Chapada dos Guimarães, com apoio da Abin, tiveram início após o jovem fazer ameaças contra alunos da unidade.
Durante as diligências, foram coletadas informações e apreendidos materiais que auxiliaram na investigação. Entre os elementos encontrados, havia indícios de que o adolescente teria feito ameaças específicas de realizar um massacre na escola, inclusive mencionando detalhes sobre como pretendia agir.
Pesquisas sobre ataques a escolas apontaram a presença de munições e uma faca vinculadas ao ambiente escolar, além de buscas por conteúdos sobre armas, violência e ataques ocorridos no Brasil. Entre os casos citados estão os massacres de Realengo, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo.
Também foram identificadas buscas relacionadas a armas, violência e conteúdos de extrema crueldade.
Vídeo durante a apuração, os agentes acessaram um vídeo no qual o adolescente aparece acompanhando um terceiro, ainda não identificado, durante um disparo de arma de fogo. A Polícia Civil informou que o conteúdo foi considerado um elemento relevante, indicando possível familiaridade e acesso a armamento.
Internação provisória foi representada pela Polícia Civil diante da gravidade dos elementos reunidos, da repercussão social e da necessidade de prevenir a continuidade ou a concreção das ameaças. A medida está fundamentada na existência de indícios de autoria e materialidade, na gravidade concreta dos fatos e na proteção à segurança do adolescente e da ordem pública, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A representação também sustenta que os elementos reunidos vão além de meras ameaças, sugerindo um conjunto de comportamentos que, segundo a investigação, poderia indicar preparo para praticar violência.
