Vendedores ambulantes desfilam no 7 de Setembro em busca de sustento

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Em Brasília (DF), o Desfile da Independência trouxe vendedores ambulantes como Palhaço Bolinha, interpretado por Renato Siqueira, carregando 30 balões e algodões-doces durante a passagem. Ele acordou às 4h30 e trabalha há 8 mesesR$ 10 e balões a R$ 20. Outros ambulantes, como Gustavo Ferreira, vendem churros para complementar a renda.

Brasília (DF) – Durante o Desfile da Independência, o Palhaço Bolinha, interpretado pelo autônomo Renato Siqueira, 53, caminhava com 30 balões coloridos e algodões-doces amarrados ao ombro esquerdo, na margem da área do desfile de 7 de setembro, em Brasília. Ele acordou às 4h30 para buscar clientes e, há oito meses, trabalha em frente a escolas da capital. O algodão-doce é vendido por R$ 10 e o balão por R$ 20; os itens são fornecidos pelo fabricante quando ele está na rua.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Renato nasceu em Anápolis (GO) e mora em Água Quente (DF), região administrativa periférica de Brasília. Há 20 anos mudou-se para a capital. Com apenas o 8º ano de escolaridade, ele vem buscando melhorar a renda em datas como o 7 de setembro, o Dia das Crianças e o Ano Novo. Ele consegue carregar os algodões-doces por mais de uma hora no ônibus, mas os balões exigem mais cuidado. Os itens são fornecidos pelo fabricante quando ele está na rua.

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Outro ambulante que também chamou atenção foi Gustavo Ferreira, 30 anos, que equilibrava churros de doce de leite e chocolate, vendendo cada unidade a R$ 10, com o cuidado para evitar que o recheio escapasse durante a movimentação das crianças e famílias ao longo do desfile.

Resumo: Dia da Independência em Brasília reúne vendedores informais na Esplanada dos Ministérios. Samuel dos Santos, porteiro de Planaltina, testa a venda de água de coco doce e gelada para complementar a renda; Reinivaldo Garcia, de Brejo da Cruz, vende bonés a R$ 20 e cita a importância dos estudos para os filhos. Retratos do cotidiano urbano em feriado.

Brasília (DF) — Durante as celebrações da Independência do Brasil, a Esplanada dos Ministérios tornou-se palco para comércio informal, com moradores da capital aproveitando o movimento para vender itens simples. Entre os que saíram às ruas, Samuel dos Santos, que mora em Planaltina (a cerca de 40 km), resolveu testar a venda de água de coco para complementar a renda. Ele atua na escala como porteiro de um prédio e viu na manhã cívica uma oportunidade de garantir algum sustento adicional. “Estou estreando essas vendas de água de coco aqui na Esplanada dos Ministérios. Estou estreando, na verdade. Se der certo, eu vou continuar”, afirmou, sinalizando que a experiência pode se tornar regular caso haja demanda. A bebida, segundo Samuel, chegou doce e gelada aos primeiros clientes, atraindo curiosos que passaram pelo local.

As imagens capturadas pelo Lula Marques/Agência Brasil mostram Samuel lado a lado com a banca improvisada, enquanto a movimentação de feirantes e visitantes varre a área ao redor dos institutos públicos. A proposta, segundo ele, é simples: vender para quem busca uma opção rápida de lanche ou hidratação durante o feriado, mantendo o foco no orçamento familiar. A fonte da reportagem, ainda, reforça que a manhã foi marcada pela busca de renda com itens de baixo custo, em meio ao calor de Brasília.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O porteiro Samuel dos Santos resolveu vender água de coco neste 7 de Setembro – Lula Marques/Agência Brasil

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

Prioridades

Logo após, a reportagem apresenta outro perfil de comerciante que também surgiu na Esplanada: Reinivaldo Garcia, um paraibano de Brejo da Cruz, de 54 anos, que comercializava bonés ao público por R$ 20. Ele comenta a própria trajetória de vida ao explicar que a prioridade é garantir o sustento da família. “Só pude estudar até a terceira série do primário. Não consegui estudar mais porque precisava trabalhar. Eu digo aos meus dois filhos que eles precisam estudar sempre para não ficar nesse sol como eu. Tem que ser independente, né?”, desabafou, destacando a relação entre trabalho, educação e futuro dos filhos.

Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O vendedor de bonés Reinivaldo Garcia no Desfile da Independência – Lula Marques/Agência Brasil

Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

A narrativa de Reinivaldo reforça o retrato de trabalhadores que aproveitam o feriado para manter o sustento, ao mesmo tempo em que compartilham lições sobre educação com os filhos. A reportagem, ao trazer esses depoimentos, busca mostrar que a independência também se celebra no cotidiano de quem busca melhorar de vida com esforço diário, mesmo sob o sol intenso de Brasília.

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