Uma leitura da pesquisa Quaest BR-06004/2026, divulgada nesta segunda-feira (21) de setembro de 2026, aponta que o escândalo envolvendo o Banco Master passou a ser associado pelos eleitores à família Bolsonaro, com o nome de Flávio Bolsonaro surgindo como referência na disputa pela Presidência. O índice que vincula o caso a esse grupo subiu de 15% na rodada anterior para 21% na atual.
Por outro lado, a fatia de entrevistados que diz que o caso Master prejudica o conjunto de políticos caiu de 46% para 37%, em uma semana. Já 16% dos respondentes dizem que as descobertas afetam o Supremo Tribunal Federal (STF) e 11% apontam o governo Lula como o mais atingado.
Essa leitura ganha peso político porque Flávio Bolsonaro é o candidato da família à Presidência, disputando diretamente com o ex-presidente Lula pela liderança da busca pelo voto, conforme os números apresentados pela Quaest.
O recorte também mostra variações conforme a orientação política dos entrevistados. Entre eleitores de Lula, 46% apontam a família Bolsonaro como a mais atingida pelo episódio. Entre bolsonaristas, 37% citam o governo Lula como o mais impactado, enquanto 22% mencionam o STF.
Ao medir a influência da crise institucional na decisão de voto, a Quaest aponta que 62% dos entrevistados afirmam que a turbulência na Corte não altera o voto para presidente; 26% dizem que os acontecimentos reforçam a escolha já feita e 7% indicam a possibilidade de mudança de candidato por causa da crise. Ainda, 74% afirmaram ter tomado conhecimento do episódio.
A coleta envolveu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre 17 e 20 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.

