Resumo jornalístico: STF realiza sessão extraordinária para discutir abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens com Daniel Vorcaro. O plenário sediou o encontro em 15/09/2026; aparato de segurança recorde, com mais de 30 agentes, e lacre de telefones. A sessão não definiu o desfecho do caso. A cobertura da Coluna acompanhou o andamento diretamente no plenário.
Supremo Tribunal Federal (STF) – A sessão extraordinária realizada no plenário da Corte nesta terça-feira, 15/09/2026, não definiu a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O debate ocorreu diante de um aparato de segurança incomum, com mais de 30 seguranças, e o lacre de telefones antes da entrada no plenário. Moraes dedicou boa parte do tempo à análise de papéis, consultando documentos impressos.
O ministro Moraes trocou mensagens com colegas, incluindo Dias Toffoli, que senta ao seu lado e permaneceu na sessão até o fim, mesmo após se declarar suspeito para julgar o caso por foro íntimo. Para se comunicar com Flávio Dino, Moraes chegou a apontar o próprio celular para a tela, sugerindo uma mensagem encaminhada. Enquanto isso, André Mendonça observava informações no notebook, sem abrir mão da papelada que carrega em uma pasta executiva.
Em um momento, Mendonça visualizou no notebook uma foto de Vorcaro com seu ajudante Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, falecido sob custódia da Polícia Federal em março deste ano. A imagem integrava os documentos analisados durante a sessão.
Pouco antes do meio-dia, Kassio Nunes Marques declarou impedimento para julgar o caso, afirmando não se sentir à vontade para participar da análise. Em ocorrência atípica, Mendonça chamou um assessor para entregar um papel a Toffoli, que permaneceu na sessão.
Ao longo do debate, Mendonça também comentou, durante o julgamento, o escopo da investigação envolvendo o braço direito do banqueiro. A sessão, até aquele momento, não havia anunciado uma decisão final sobre o caso.
Resumo: Sessão do STF contou com intenso embate entre ministros, com Mendonça e Moraes no centro da discussão. Moraes questionou a ordem de investigação e pediu esclarecimentos, enquanto Mendonça reagiu de forma veemente. Ao fim da primeira parte, Toffoli, Gilmar Mendes e Moraes deixaram o plenário; a segunda parte ocorreu sob maior cautela, com votação de Dino e protestos de Moraes sobre a condução do caso. Sessão encerrou em tom mais contido, sem risadas.
A sessão ocorreu no plenário do Supremo Tribunal Federal e envolveu os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça, Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e outros colegas. Durante a primeira parte, a tensão ganhou destaque em um dos setores do plenário, perto de Mendonça e Moraes. O episódio incluiu movimentos de discordância por parte de Mendonça, que chegou a se inclinar na cadeira para ver melhor o colega e, em alguns momentos, bateu com a mão na mesa; o som da TV Justiça não exibiu todo o episódio.
Logo após o incidente, Mendonça se ausentou do plenário por quase cinco minutos e retornou. Enquanto o decano Gilmar Mendes conduzia a questão de ordem, o público acompanhava uma exaltação contida entre os ministros, com Fachin demonstrando sinalizações de discordância em alguns momentos e Cármen Lúcia mantendo posição de observação ao longo da discussão.
No intervalo, Dino pediu para que o presidente pautasse com prioridade dois casos relacionados aos ministros Moraes e Mendonça, defendendo que os procedimentos fossem apreciados na mesma sessão. A liderança seguiu com menor atuação pública, e Toffoli, Gilmar Mendes e Moraes deixaram o plenário juntos ao fim da primeira parte.
Na segunda parte, a cautela predominou. O voto de Dino começou com concordância inicial em pontos defendidos por Gilmar Mendes, mas acabou requerendo vista ao término da sessão. Moraes, ao votar, questionou quem havia determinado sua investigação, alegando ausência de aval do plenário e apontando ilegalidade na ordem do relator do Caso Master. Mendonça, ao lado, balançou a cabeça em sinal de discordância.
O enfoque de Moraes foi a nulidade apresentada pela PGR e a necessidade de definir o rito no processo, enquanto defendia que ambos os procedimentos — o que envolve sua conduta e o que apura Mendonça — fossem julgados no mesmo dia. Em meio ao embate, Mendonça citou que o relatório da PF sobre Moraes mencionou Andrei Rodrigues e Paulo Gonet; Gilmar Mendes interrompeu para questionar como alguém poderia investigar Gonet.
Cármen Lúcia permaneceu contida, com a mão no queixo em vários momentos, e acabou intervindo apenas ao fim, enquanto Fux acompanhou as reações da colega. Ao final, a sessão transcorreu sem risadas, em tom mais grave, com distribuição de falas entre os ministros mantendo o debate em torno da legalidade das investigações e dos ritos processuais.

