Resumo jornalístico
- Mercado brasileiro reage a turbulências no exterior; dólar around R$5,15 e Ibovespa sobe >1%, atingindo maior nível em quase quatro meses.
- Alta internacional do petróleo impulsiona ativos locais; Petrobras entre os destaques do Ibovespa.
- PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre; produção de petróleo atinge recorde de 4,5 milhões de barris/dia em julho (ANP).
- Dólar recua mesmo com tensões globais; cenário aponta para possíveis cortes na Selic.
Brasil e o restante do mundo vivenciaram um dia de viés positivo para as ações brasileiras, em meio a fundamentos ligados ao petróleo. O dólar caiu para R$ 5,15, e a bolsa subiu mais de 1%, atingindo o maior nível em quase quatro meses. A alta é atribuída, em parte, à escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, que favoreceu ativos de commodities e destacou a Petrobras entre as maiores valorizações do Ibovespa.
Principais números – Dólar comercial: R$ 5,15 (-0,54%); Ibovespa: 179.722,48 pontos (+1,3%); Petróleo Brent: US$ 94,65 (+4,6%); Petróleo WTI: US$ 90,22 (+5%).
Câmbio – O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (1º) com queda de 0,54%, vendido a R$ 5,153. Com o resultado, a moeda acumula baixa de 6,12% no ano.
No início da sessão, a divisa chegou a subir para R$ 5,20 após a divulgação do PIB brasileiro do segundo trimestre, que mostrou desaceleração da economia e alimentou a percepção de que o Banco Central pode reduzir a Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.
A perspectiva de juros menores tende a reduzir a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros. Ao longo da manhã, porém, o dólar recuou e chegou a operar em baixa, com cotações próximas de R$ 5,13 por volta das 14h20.
Ibovespa ganha força – O índice fechou em alta de 1,3%, aos 179.722,48 pontos, superando a marca de 181 mil pontos pela primeira vez em quase quatro meses.
As ações da Petrobras, as mais negociadas no pregão, puxaram o ganho: as preferenciais subiram 4,11% e as ordinárias avançaram 4,14%. A valorização do petróleo também sustenta o desempenho do setor, com a estatal anunciando aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV).
Outro dado relevante foi o recorde da produção brasileira de petróleo, que alcançou 4,5 milhões de barris por dia em julho, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
PIB – O resultado do PIB mostrou crescimento de 0,5% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores, após expansão de 1,1% no primeiro trimestre. O dado foi acompanhando com atenção pelos mercados, que aguardam novos sinais sobre o ritmo da recuperação econômica.
Resumo: Brasil encerrou agosto com saída líquida de R$ 130 milhões de estrangeiros na última sessão; mês acumula quase R$ 18,6 bilhões até 28 de agosto. Na bolsa, S&P 500 cai 0,71% em Wall Street. Petróleo dispara: WTI atinge US$ 90,22 e Brent chega a US$ 94,65, com tensões no Irã e no Oriente Médio.
Palavras-chave: bolsa brasileira, fluxo estrangeiro, petróleo, S&P 500, Irã, Oriente Médio.
Brasil — Na última sessão de agosto, o mercado acionário brasileiro registrou saída líquida de R$ 130 milhões de investidores estrangeiros; o mês, até o dia 28 de agosto, acumula um saldo negativo de quase R$ 18,6 bilhões. No exterior, o S&P 500 fechou em queda de 0,71% em Wall Street, diante de um movimento global de venda de ativos.
Petróleo voltou a subir com força nesta terça-feira, após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã. O WTI, petróleo de referência nos EUA, encerrou em alta de 5,2%, para US$ 90,22 por barril. O Brent para novembro subiu 4,6%, para US$ 94,65 por barril, diante do aumento das tensões no Oriente Médio e dos riscos para o fornecimento global de petróleo.
Fonte: Reuters, parceira do PrimeiroJornal.
