São Tomé de Paripe, Salvador | Moradores discutem a resposta à contaminação ambiental e a chegada de auxílio emergencial. Reunião no TRE-BA tratou de TAC com a Gerdau e da normalização da praia; até agora, cerca de 3.3 mil cestas básicas foram distribuídas por diferentes órgãos nos últimos sete meses. Proposta prevê R$ 1.000 por família por um ano.
São Tomé de Paripe, Salvador — Moradores e lideranças do bairro reuniram-se nesta quarta-feira (2), no auditório do TRE-BA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, para discutir a crise causada por contaminação ambiental e as respostas do poder público. Em sete meses desde a declaração de emergência, as ações efetivas foram limitadas principalmente à entrega pontual de cestas básicas.
De acordo com o líder comunitário Jocival Davi, a interlocução com órgãos públicos mostrou que já foram distribuídas 500 cestas básicas pela Prefeitura de Salvador (em meados de abril), 2.000 cestas pelo governo do estado da Bahia (programa Bahia Sem Fome) e 800 cestas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.
As lideranças ressaltam que as doações não resolvem a crise enfrentada por pescadores, marisqueiros e comerciantes. “A cesta básica até ajuda algumas pessoas, mas como vai sustentar as famílias mensalmente com apenas uma cesta básica?”, questiona Jocival Davi.
Existe expectativa de uma Reunião Ampliada com o Ministério Público Federal (MPF) e o MP-BA para discutir diretrizes e a operacionalização da ajuda humanitária à população afetada pela contaminação ambiental na região.
Entre as reivindicações está o pedido para que o bairro retorne à normalidade e que a descontaminação da praia ocorra. A contaminação permanece ativa próximo ao Terminal Marítimo TMG e a operadora do local tem se esquivado de responsabilidades.
No polo da audiência, o foco também foi o Termo de Ajuste de Conduta (TAC), em elaboração com a Justiça Federal e a Gerdau. A proposta prevê o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 1.000 por família atingida, durante um ano.
Além disso, moradores, pescadores, marisqueiros e comerciantes de São Tomé de Paripe estiveram presentes como ouvintes, acompanhando os termos do acordo e apresentando reivindicações antes da formalização. O local do encontro havia sido transferido da Procuradoria da República para o auditório do TRE-BA.
