Resumo: Deputado Leandro de Jesus (PL-BA) protocolou no STF uma manifestação para que a PGR avalie a prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, no contexto das revelações do caso Banco Master. Documento enviado a André Mendonça, relator, aponta 187 interações via celular com um contato registrado como “Alexandre de Moraes BRASILIA” e cita medidas cautelares.
Brasília – O deputado estadual Leandro de Jesus (PL-BA) protocolou, nesta terça-feira (1º), uma manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a possibilidade de pedir a prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, no contexto das novas revelações do caso Banco Master. O documento foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator das investigações, e solicita que os fatos sejam submetidos à PGR, a quem caberia analisar eventual abertura de investigação e a adoção de medidas cautelares.
Segundo a petição, informações divulgadas após o levantamento do sigilo dos autos apontam que a análise do celular apreendido com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, identificou cerca de 187 interações associadas a um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
O material também faria referência a encontros presenciais e mensagens de visualização única entre os envolvidos. No pedido, Leandro de Jesus solicita que a PGR avalie a possibilidade de requerer ao Plenário do STF a prisão preventiva de Moraes. Como alternativas, o parlamentar cita afastamento cautelar da função, proibição de contato com investigados, apreensão de dispositivos eletrônicos e suspensão do passaporte.
“Diante da gravidade do que veio a público, esses fatos precisam ser investigados com rigor e transparência. Ninguém pode estar acima da lei”, afirmou o deputado.
Em outra declaração, Leandro defendeu que eventuais medidas sejam analisadas caso exista risco à preservação das provas: “O que não pode existir é tratamento diferente dependendo de quem esteja sendo investigado”, declarou.
