Dólar fica próximo de R$ 5,17 com notícias do exterior e eleições

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo jornalístico: Nesta quarta-feira (23), o dólar fechou em forte alta, acima de R$5,16, impulsionado pela valorização externa, pelo cenário eleitoral no Brasil e pela alta do petróleo. A Ibovespa caiu quase 1%, encerrando aos 185.814 pontos; Brent chegou a US$98 e o WTI ficou próximo de US$92. Em Nova York, os principais índices recuaram diante da alta dos Treasuries e de tensões no Oriente Médio; o PMI dos EUA ficou em 58,4 em setembro, e o DXY avançou para 101,1. No ano, o dólar acumula queda de 5,83% frente ao real. Palavras-chave: dólar, Ibovespa, petróleo, Nova York, PMI, DXY, mercados, Brasil.

Nova York – Nesta quarta-feira, o dólar comercial à vista ganhou força e fechou em R$5,169, alta de 1,27% no dia. A sessão teve a máxima de R$5,177, por volta das 14h40, conforme observações de mercado, com o movimento acompanhando a valorização da moeda no exterior e influências associadas ao ambiente político brasileiro e à alta do petróleo.

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Crédito: Agência Brasil

Mercados globais observaram o DXY em alta, com o índice que mede o dólar frente a uma cesta de seis moedas subindo cerca de 0,54% para 101,090 pontos, próximo de máximas desde julho. No front econômico dos EUA, o PMI avançou para 58,4 em setembro, ante 56 em agosto, indicando expansão da atividade e alimentando a percepção de juros mais elevados por mais tempo. Esse cenário elevou os rendimentos dos Treasuries, atraindo fluxos para ativos em dólar.

No Brasil, o câmbio e a economia foram impactados pelas mesmas referências globais. O dólar atingiu novas máximas intradiárias e o mercado reagiu, com novas pesquisas eleitorais mantendo o foco dos investidores. No desenrolar do dia, a perspectiva de juros mais altos nos EUA continuou a influenciar o apetite por ativos denominados em dólar no mercado brasileiro.

Ibovespa — Após duas sessões de alta, o principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos. A volatilidade ficou entre uma máxima de 188.772 e a mínima de 185.676, com volume financeiro somando aproximadamente R$29,68 bilhões. O ambiente externo, com a alta dos Treasuries, dados econômicos dos EUA e o movimento do petróleo, foi o principal fator de pressão sobre ativos de risco no Brasil. Mesmo com a sessão em baixa, o Ibovespa acumula ganho relevante no mês de setembro.

Nova York — Em Wall Street, o tom foi de queda: o Dow Jones caiu 0,68%, para 51.512,42 pontos, o S&P 500 recuou 0,75%, aos 7.706,39 pontos, e o Nasdaq caiu 1,13%, para 26.936,04 pontos. A alta de rendimentos dos títulos de 10 anos, acima de 5% ao ano pela primeira vez desde julho de 2007, reforçou a pressão sobre ações de tecnologia e contribuiu para a fuga de capitais de mercados emergentes. Tensões entre EUA e Irã e a trajetória do petróleo também contribuíram para a volatilidade.

Resumo rápido: O petróleo subiu após cinco sessões em queda, com o Brent em US$ 98,12/barril (+2,84%) e o WTI em US$ 92,16/barril (+1,81%).

A falta de avanço nas negociações EUA-Irã sustenta a percepção de incerteza geopolítica; há menções a possíveis restrições de diesel, ainda negadas pela Casa Branca.

Além disso, os estoques de petróleo dos EUA tiveram aumento na semana, contrariando estimativas de queda.

Fonte: Reuters.

Petróleo avança após queda de curto prazo. O petróleo voltou a subir após cinco sessões de baixa, diante da ausência de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O Brent, referência internacional, avançou 2,84% para US$ 98,12 por barril. O WTI, o petróleo americano, subiu 1,81%, para US$ 92,16 por barril.

A falta de desfecho nas tratativas entre as duas potências mantém as esperanças de uma solução rápida para o conflito no Oriente Médio sob pressão. Também circulam relatos sobre uma possível restrição às exportações de diesel dos Estados Unidos, notícia que ainda não encontrara confirmação oficial; a Casa Branca negou qualquer plano nesse sentido.

O Departamento de Energia dos EUA informou ainda que os estoques de petróleo do país cresceram 2,969 milhões de barris na semana, contrariando a expectativa de queda de 500 mil barris. Essa divulgação alimenta o viés de maior oferta no curto prazo e influencia as oscilações dos preços no mercado global.

Estas informações são registradas pela Reuters, parceira do PrimeiroJornal, conforme publicação recebida.

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