Resumo: Edílson “Capetinha”, ex-atacante do Vitória e campeão mundial pela seleção em 2002, relembra episódio inusitado em 2004 envolvendo o clube. Em entrevista publicada pelo ge, ele descreve que, na véspera de jogo contra o São Paulo, chegou armado à concentração rubro-negra e, “de brincadeira”, fez disparos para o alto para assustar colegas, incluindo o técnico Evaristo de Macedo e o então presidente Paulo Carneiro.
O episódio está ligado ao assalto à concentração na semana anterior ao confronto. Edílson contou que os criminosos perguntaram por ele; o atacante soube do ocorrido no dia seguinte, durante o treino, por Obina. A nota também aborda as consequências técnicas e administrativas daquele dia.
Ao final, Edílson reconheceu a atitude inadequada, pediu desculpas a Evaristo de Macedo e descreveu a repercussão da situação na equipe, na diretoria e no duelo contra o São Paulo. Fonte: entrevista ao ge.
Edílson “Capetinha”, ex-atacante do Vitória e integrante da equipe que conquistou o título mundial pela Seleção Brasileira em 2002, relembra, em entrevista publicada pelo ge nesta quinta-feira, um episódio marcante de sua passagem pelo clube. Em 2004, antes de uma partida pelo Campeonato Brasileiro contra o São Paulo, o jogador afirma ter chegado armado à concentração rubro-negra e, “de brincadeira”, efetuado diversos disparos para o alto com o objetivo de assustar os colegas, o treinador Evaristo de Macedo e o então presidente do Vitória, Paulo Carneiro.
Segundo o relato, o assalto à concentração ocorreu na quinta-feira anterior ao jogo. Os criminosos teriam perguntado por Edílson, mas foram informados de que ele não estava no local. No dia seguinte, durante o treino, ele soube do ocorrido por Obina.
Por conta do assalto, o atacante chegou a indicar que não ficaria na concentração na noite que antecedia a partida. Ele disse ter sido informado por Evaristo de Macedo de que, se não houvesse concentração, ele não disputaria a partida. Edílson afirmou que a decisão sobre sua escalação caberia a Paulo Carneiro.
“Foi uma brincadeira sem graça que virou uma coisa enorme. A concentração do Vitória tinha sido assaltada na quinta-feira. Era a época dos tênis Nike 12 molas, que valiam muito.” Além de descrever a atmosfera da época, ele relatou que, ao chegar ao estacionamento da concentração, acionou o freio de mão, fez um cavalo de pau com o carro e, ao baixar o vidro, disparou para cima, gerando poeira.
A reação foi imediata. Paulo Carneiro se jogou na piscina, enquanto outros presentes buscavam abrigo. Edílson seguiu para o quarto e trancou a porta. Em seguida, houve uma reunião com Evaristo de Macedo e Carneiro. O encontro terminou com discussões entre o jogador e o treinador; Evaristo citou a saída dele do Flamengo, houve empurrão e o treinador caiu.
Conseqüências para a partida. Paola Carneiro decidiu que Edílson não disputaria o duelo contra o São Paulo. Sem o atacante, o Vitória acabou perdendo por 4 a 0 no Barradão. Edílson só voltou aos treinamentos na terça-feira seguinte. Em novo relato, o ex-jogador reconheceu que a atitude foi inadequada e reiterou o pedido de desculpas a Evaristo de Macedo.
Conclusão. Edílson afirmou que não deveria ter feito a brincadeira e que falhou ao não respeitar o treinador que, segundo ele, sempre o ajudou. Ele reforçou o pedido de desculpas a Evaristo de Macedo, reconhecendo a importância de manter o respeito dentro do vestiário.

