Judiciário registra gasto histórico de 164,6 bilhões de reais em 2025

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo: Em 2025, o gasto do Poder Judiciário brasileiro atingiu R$ 164,6 bilhões, o maior valor desde 2009, impulsionado principalmente por despesas com pessoal (+9%). A arrecadação foi de R$ 68,2 bilhões, correspondente a 41% do total. Dados do CNJ e a percepção pública, com a leitura da Datafolha, revelam desgaste institucional e queda na confiança na Justiça.

Brasil vivencia, em 2025, um marco no gasto do Poder Judiciário: R$ 164,6 bilhões, o maior valor já registrado desde o início da série histórica do CNJ, em 2009. O total refletiu principalmente o aumento de despesas com pessoal, que avançaram 9% frente ao ano anterior, conforme o relatório Justiça em Números divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Ainda segundo o CNJ, a arrecadação consolidada de 2025 somou R$ 68,2 bilhões, equivalente a 41% do total gasto. A receita apresentou queda de 8,9% em relação a 2024. O montante é composto por valores oriundos de processos judiciais e extrajudiciais, emolumentos cartorários e impostos de inventário pagos no momento da transferência de bens de falecidos aos herdeiros.

Contexto macroeconômico: em termos econômicos, o custo total do Judiciário representou 1,3% do PIB do país no ano passado, além de equivaler a 2,7% de todos os gastos somados da União, Estados, Distrito Federal e municípios.

A imagem institucional também aparece sob tensão. O debate sobre supersalários ganhou espaço, com relatos envolvendo magistrados de cortes superiores em casos associados a instituições financeiras. A Datafolha, em pesquisa divulgada recentemente, aponta que 38% da população não confia no Poder Judiciário, enquanto 43% afirmam confiar pouco e 17% dizem confiar muito.

Os números do CNJ, aliados às leituras da Datafolha, ressaltam o desafio de equilibrar as expenditures do Judiciário com a necessidade de transparência e eficiência. Os dados de 2025, apresentados no relatório Justiça em Números, destacam o peso das despesas com pessoal e a origem da receita principal—processos judiciais, serviços cartorários e impostos de inventário—para manter o funcionamento do sistema.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Caso Mariana: Justiça inglesa ratifica PGMBM na defesa de ação bilionária

Resumo jornalístico Tribunal Superior da Inglaterra determina que PGMBM permanece como representante de autores brasileiros na ação Mariana contra a BHP. Comitê de Clientes não...

Vídeo registra grupo de torcedores do Flamengo hostilizando Lula após Fla-Flu no Maracanã

Resumo: Flamengo vence o Fluminense por 1 a 0 no Maracanã, mantendo a liderança do Brasileirão com 64 pontos. Gol de Jorge Carrascal...

Grupo preso por ameaçar moradores para contratar internet do CV no RJ

Resumo: No Rio de Janeiro, seis homens foram presos em flagrante por coagir moradores de um condomínio para contratar exclusivamente a Rede BR....